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Futebol

Argumento de Kleina após desastre em Mirassol é zaga que nunca jogou

Arquivo Geral

28/03/2013 10h17

Na entrevista coletiva que pode ser a sua última como técnico do Palmeiras, Gilson Kleina definiu a derrota por 6 a 2 para o Mirassol como um desastre. E que foi definido antes do apito inicial. O argumento mais reforçado por ele foi a indisposição estomacal de Mauricio Ramos que obrigou Marcos Vinicius a estrear como profissional.

 

“Essa dupla de zaga foi jogar junta hoje. Em meio à infelicidade toda que vem acontecendo, ainda perdemos um zagueiro no vestiário”, lamentou o treinador, que viu o estreante fazer gol contra com menos de 40 segundos de jogo e falhar de novo aos nove minutos, mas que o manteve em campo para “não queimá-lo de vez para o futebol”.

 

“A equipe está se encaixando. Foi um desastre, uma fatalidade”, comentou o ainda comandante do Verdão, ressaltando a qualidade do Mirassol, que fez seis gols no primeiro tempo dando sete chutes – cinco nas redes, dois defendidos por Fernando Prass e ainda beneficiado pelo gol contra de Marcos Vinicius.

 

Na defesa, o estreante zagueiro de 20 anos fez companhia a André Luiz, obrigado a estrear mesmo sem estar 100% fisicamente e que fez nesta quarta-feira seu terceiro jogo pelo clube. Só os dois podiam jogar após o problema com Mauricio Ramos, já que Henrique, Vilson e Leandro Amaro estão machucados e o técnico não relacionou Luiz Gustavo, vindo da base, para a viagem a Mirassol.

 

A retaguarda foi insuficiente para conter os anfitriões. “Perdemos para um adversário que foi eficiente nas finalizações e conseguiu concretizar e fazer a goleada no primeiro tempo”, analisou Kleina. “Temos que entender e nos reerguer rapidamente. O momento é de intranquilidade, difícil, mas temos que reagir, ter postura, atitude. Confiamos no grupo”, prosseguiu.

 

Mais do que falar da sua possível demissão, Kleina, que se recusa a pedir para sair, quer trabalhar pela reabilitação que interpreta como “questão de honra”. “Tenho que resolver, todos têm que entender a situação que estamos passando. Não estou colocando parcela de culpa em ninguém nem me isentando. Estou trabalhando, com postura, pedindo aos jogadores para que possam reagir neste momento”, afirmou.

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