A chegada do técnico Argel Fucks mudou o Figueirense e o destino da equipe no Campeonato Brasileiro. Se o Furacão era dado como rebaixado lá pela 12ª rodada da competição, hoje, ao fim da 36ª, o Alvinegro está garantido por mais um ano na Primeira Divisão do futebol brasileiro – duas partidas antes do término.
Até o jogo de número doze, sob o comando de Guto Ferreira, o aproveitamento da equipe catarinense foi de apenas 19,4% – nove derrotas, um empate e duas vitórias. Já com Argel, a Furacão conquistou 54,1 % dos pontos – São 11 vitórias, seis empates e sete derrotas, campanha que colocaria o Figueira na briga pela Libertadores neste momento da competição.
“O Brasil falava que o Figueirense já estava rebaixado. Não fizemos nenhuma revolução, não mandamos ninguém embora e contratamos só um jogador. Temos aqui um grupo de soldados. Tudo isso valoriza muito mais a nossa vitória hoje (ontem)”, disse o treinador.
Ao fim da partida contra o Vitória, Argel Fucks não segurou a emoção e chorou no banco de reservas. Os jogadores – inclusive os que não estavam relacionados – assim como toda a comissão técnica e alguns funcionários se reuniram no meio do gramado para comemorar a permanência na Série A.
Batismo do Itaquerão e ressurgimento
A permanência na Primeira Divisão é praticamente um renascimento para o clube que chegou a ser considerado rebaixado ainda no início do Campeonato Brasileiro. Nas quatro primeiras rodadas da competição, quatro derrotas e nenhum gol marcado. O primeiro gol veio só na quinta partida, com Giovanni Augusto, calando 36 mil corintianos no jogo de abertura do Itaquerão, que logo mais sediaria a Copa do Mundo. O meia e o Figueirense marcaram seu nome na história naquele confronto.
“O Argel sempre fala que nós estávamos no inferno, que deviam ter matado a gente quando puderam, mas deixaram o Figueirense crescer e agora nós conseguimos a permanência. É muito gratificante”, afirmou o lateral Marquinhos Pedroso, titular na maioria das partidas da competição.
“O ambiente aqui é muito bom. O Figueirense tem pessoas sérias no trabalho e isso ajuda muito. O clube ainda pode se tornar muito maior do que já é”, afirmou o treinador, que quer permanecer no comando em 2015 – mas só se o presidente atual do Furacão também ficar no cargo.
“Tenho que agradecer muito o presidente que foi quem apostou na minha vida pra cá. Meu desejo é permanecer, mas só com o Wilfredo como presidente. Se ele sair eu saio junto, até por respeito”.