Guilherme Arana e Malcom chegaram quase juntos ao Corinthians, aos dez anos, e rapidamente se tornaram grandes amigos. Na zona leste de São Paulo, onde moravam, empinavam pipa e treinavam, alimentaram sonhos que foram se realizando. Mais um desses sonhos pode ser concretizado no sábado, na ZL que tanto amam.
Depois de levantar várias taças nas categorias de base alvinegras, os ainda garotos querem, aos 18, dar sua primeira volta olímpica como profissionais. Em caso de vitória no estádio de Itaquera, mesmo sem pontuação para assegurar matematicamente o título do Campeonato Brasileiro, a promessa dos (muito) líderes é fazer a festa com a Fiel.
“Eu e o Malcom somos vencedores, independentemente de tudo. A gente vem sempre junto e sabe as dificuldades por que passou. É só agradecer a Deus agora. Conseguimos o objetivo que era jogar como profissionais. É o sonho de toda criança, ainda mais no Corinthians”, afirmou Arana à Gazeta Esportiva.
Mais do que profissional, o menino de Sapopemba se vê como titular do time que só precisa avisar à matemática que é o campeão nacional de 2015. “Acho que a gente está no caminho certo. Se Deus quiser, em um futuro próximo, a gente vai conseguir nosso primeiro título.”
Malcom é um pouco mais cauteloso do que o lateral esquerdo. Também titular – e bastante decisivo, com gols nas duas vitórias sobre o vice-líder Atlético-MG –, o atacante prefere não imaginar a celebração que ocorrerá em Itaquera e em sua Vila Formosa.
“A gente nem pode pensar nisso. A ficha não pode estar caindo agora. Depois que ganhar no sábado e for coroado com o título, a gente pode pensar nisso. Se a ficha cai agora, pode atrapalhar o rendimento dentro de campo. Temos que seguir trabalhando e perguntando para o professor onde podemos melhorar”, disse o camisa 21.
Quando a ficha cair, os meninos da ZL vão se abraçar. “O Arana é meu amigo há oito anos. A gente está junto nessa jornada faz muito tempo. Mas a gente não quer só ganhar. Quer fazer história no Corinthians. Quer fazer muitos gols e dar muita alegria a essa torcida corintiana”, sorriu Malcom.