Após pouco mais de um ano no comando da Portuguesa-SP, o técnico Jorginho deixou a equipe após reunião realizada na manhã desta sexta-feira (20) com a diretoria do clube. Tendo acumulado o título do Campeonato Brasileiro da Série B e o rebaixamento para a Série A2 do Campeonato Paulista no ano seguinte, o treinador não suportou o drama da queda e se desligou da equipe
Sem contar com os reforços prometidos após a renovação do contrato, no final de 2011, Jorginho amargou o rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, contando inclusive com o afastamento de seis jogadores pela diretoria, em decisão que não teve sua participação. “Acredito que no momento o grupo precisa de outro profissional para dar sequência no trabalho e desejo sucesso a todos. Como sei que hoje não ajudo mais, decidi sair”, disse o ex-técnico da Lusa em nota oficial.
Sob o comando de Jorginho, a Lusa garantiu o primeiro título nacional de sua história, o Brasileirão da Série B com quatro rodadas de antecedência. O time apelidado de ‘Barcelusa’ era comandado por Marco Antônio e Edno, considerados os principais jogadores da competição, e que se encaixaram perfeitamente ao esquema ofensivo e inovador da Lusa.
Em 2012, com ares de favorita ao título do Campeonato Paulista, pois Corinthians e Santos se dividiam com a disputa da Libertadores e São Paulo e Palmeiras ainda tentavam se reorganizar, a Portuguesa foi a maior decepção da temporada e acabou na 17ª colocação. Com apenas 18 pontos somados em 19 partidas, a equipe acumulou quatro vitórias, seis empates e nove derrotas, sendo rebaixada para a Série A2 de 2013.
Em nota oficial publicada no início da tarde, Jorginho garante que pensa em voltar à Portuguesa no futuro, mas revela que deixa a equipe nas mãos de Candinho, recém-contratado como gerente de futebol e que ser confirmado no comando técnico nas próximas horas: “Fico eternamente grato a todos e sei que deixo a Portuguesa nas mãos de uma pessoa fantástica, que é o Candinho. Tenho uma gratidão eterna com ele, que me confirmou como titular pela primeira vez na carreira, em 1984. Gostaria muito de estar ao lado dele, mas infelizmente sei que não poderei ajudá-lo. Tenho que pensar no bem do clube e em mim também”.
Missão incompleta – Em 20 de fevereiro de 2011, quando Jorginho foi apresentado, a diretoria da Portuguesa decidiu não colocar o acordo ‘no papel’, pois esperava criar um “novo Ferguson” no futebol brasileiro, em referência ao escocês Alex Ferguson, há 25 anos no comando técnico do Manchester United. Em 14 meses de trabalho, o rendimento do treinador foi de 33 vitórias, 21 empates e 15 derrotas.