O técnico Marcelo Vilar confirmou, nesta sexta-feira, ter recebido um aumento de salário em seu novo contrato. O trabalho também aumentou. Logo em sua primeira semana no comando do Palmeiras, o treinador passou a ser obrigado a lidar com os problemas do elenco em relação aos pagamentos atrasados.
“Fico muito satisfeito pelo reconhecimento da diretoria e espero compensar tudo isso com um bom desempenho. O caso do Edmundo deve ser de direitos de imagem atrasados. Comigo é diferente, eu não tenho esta imagem toda”, disse Marcelo Vilar, que até a semana passada recebia pela CLT.
O aumento de salário de Marcelo Vilar é justo. Afinal, além de lidar com a pressão da torcida, da diretoria e da imprensa, o treinador agora precisa manter o time motivado enquanto os dirigentes buscam empréstimos em bancos para honrar com seus compromissos.
“Não estamos preocupados com este lado financeiro. Os atrasos são problemas administrativos e nós aqui estamos pensando no campo. Não senti o grupo afetado por este assunto”, afirmou Vilar.
Os jogadores jovens, como é o caso do lateral Chiquinho, preferiram evitar confusão. As eleições no clube serão na virada do ano e este tipo de notícia pode conturbar ainda mais o ambiente. Coube a Edmundo, na quinta-feira, revelar o atraso no pagamento.
“Não sei se meu salário está atrasado”, disse Chiquinho, acanhado, deixando claro que também não recebeu tudo o que devia. “Este não é um assunto que eu deva comentar. A gente sabe da dificuldade que os clubes brasileiros passam em alguns momentos e procuramos entender”, prosseguiu o lateral.
O zagueiro Nen adotou a mesma postura cautelosa e preferiu falar sobre o próximo adversário do Verdão em jogo marcado para a próxima quarta-feira. “Não gosto de falar de salários. O meu pensamento é focar nossas atenções no jogo com o Grêmio”, disse.