Depois de três derrotas consecutivas e a entrada na zona de rebaixamentro do Campeonato Brasileiro, o Vasco conseguiu estabelecer paz com sua torcida ao bater o Palmeiras por 3 a 1 na estréia da Copa Sul-americana. E os protagonistas da reabilitação carioca foram duros consigo mesmos pelo mau desempenho em São Januário.
Irritado na saída de campo, Elder Granja resumiu em uma frase sua indignação com o time misto alviverde. “Faltou vergonha na cara”, limitou-se a dizer o lateral-direito, um dos cinco titulares que começaram a partida.
Os companheiros do camisa 2 foram menos incisivos, mas concordaram com a avaliação de Granja. “No primeiro tempo, fomos melhores, mas no segundo nós voltamos apáticos. Faltou vergonha na cara, vibração, um monte de coisa”, admitiu o goleiro Bruno, que fez sua estréia como profissional nesta quarta-feira.
Dois jogadores com mais chances de ficar na equipe dentre os atletas utilizados na estréia na Sul-americana, Denílson e Gustavo preferiram fazer uma análise mais técnica da atuação palmeirense e culparam o segundo tempo pela derrota. “Faltou mais concentração. No primeiro tempo fomos bem, mas no segundo o Vasco pressionou bastante e não conseguimos controlar”, avaliou Denílson, que viu o zagueiro enxergar qualidade nos reservas cruzmaltinos.
“Foi ruim. Enfrentamos uma equipe com qualidade e quem entrou mostrou superação para tirar o Vasco de uma fase difícil. A gente no segundo tempo não jogou, erramos muito passe, demos muitos contra-ataques, fomos muito mal. Acho que foi o pior segundo tempo do Palmeiras neste ano. Faltou mais comprometimento e entrega”, comentou o camisa 3.
Apesar de tantas críticas, o Palmeiras está confiante em reverter a derrota por 3 a 1 no jogo de volta, em 17 de setembro no Palestra Itália, e seguir na Copa Sul-americana. “Nós temos que fazer 2 a 0. Pela qualidade que temos na frente, não é difícil”, estimou Denílson. “Temos o fator casa, com o torcedor do nosso lado”, encerrou Gustavo.