O árbitro Cleber Wellington Abade vai passar por um período de recuperação. Essa foi a palavra oficial do presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), Coronel Marcos Marinho, após a polêmica atuação do apitador no empate entre Paulista e São Paulo, em Jundiaí.
"Para preservá-lo podemos colocá-lo em jogos de menor pressão", explicou o cartola na tarde desta quinta-feira. "Aqui não existe nada de geladeira, mas sim trabalho de recuperação. Devemos preservar o árbitro. Foi azar. Ele é experiente. É consciente de que teve um procedimento não correto", completou.
Até por um procedimento normal da Comissão de Arbitragem, dificilmente Abade será escalado novamente em uma partida do São Paulo no Paulistão. "No meu quadro, conto com 35 árbitros. Ano passado, o máximo que um deles trabalhou em jogos do mesmo time foi três vezes. Costumo rodar bastante até para evitar desgaste", lembrou o Coronel Marinho.
Mesmo assim, o vice de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, avisou que pretende mandar uma reclamação formal à FPF. O clube alega que já sofreu com erros anteriores de Abade, como na derrota do ano passado contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro.
"Vamos aguardar a chegada da possível representação para analisar com calma. Mas tenho certeza que não houve uma predisposição em relação ao erro", finalizou Marcos Marinho.
Toda a confusão começou no gol de empate do Paulista, quando o cronômetro já havia ultrapassado os 49 minutos do segundo tempo. No momento da finalização de Gláucio, Abade levantou o braço de forma inexplicável, dando a impressão de que ia terminar o jogo. Porém, o apitador alegou que sua sinalização significou um acréscimo extra de um minuto, para revolta dos são-paulinos.