Petronilo Oliveira
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Raça, suor e lágrimas. Assim esteve ontem a estrela da noite, desde o momento em que foi substituído, logo após ter feito o gol da vitória do Gama sobre o Brasiliense, por 3 x 2, no Bezerrão lotado. Aos 20 anos, revelado pelo Alviverde, Kelvin derrubou o todo-poderoso Brasiliense. Com dois gols, o camisa 7 fez com que o mais tradicional clube candango voltasse à briga por vaga nas semifinais do primeiro turno do Candangão. De quebra, tirou o Jacaré da liderança do Grupo A da competição. Agora, o Luziânia é quem domina a chave.
Antes mesmo de acabar a partida, o Jornal de Brasília conversou com Kelvin, aos prantos no banco de reserva. “Pode falar. A gente não perde mais. Seria injusto com quem trabalha”, disse, eufórico. Depois, ele se vangloriou, ironizando o Brasiliense simultaneamente. “Estou me sentindo um felizardo por passar por isso. Muitos menosprezaram nossa equipe, mas estamos fortes. Sou da base do Gama e essa diretoria nova aposta no nosso talento. A diferença é que temos camisa e isso aqui (apontando para a torcida que não parava de saudá-lo). Eles não têm tradição nem identidade”, disparou o garoto de 20 anos.
Sobre os seus lances de efeito, que causaram irritação no zagueiro Teco, Kelvin foi sucinto. “Ele é experiente e até falou comigo durante o jogo. Me provocou, mas mesmo novo, não sou menino para me intimidar. Dinheiro e estrutura são importantes, mas sem gana não se chega a lugar nenhum”, completou, antes de ser cumprimentado por vários torcedores do Gama, que pediam a camisa de quem sabe o novo ídolo do Periquito.
Jogando pelas pontas, Kelvin infernizou a vida da defesa amarela. Protagonizou o lance mais bonito aos 46 minutos do segundo tempo. A bola estava no chão e, mesmo assim, ele deu belo chapéu em Ederson, que partiu para a violência. Ele fez o segundo e o terceiro. O primeiro verde foi de Paulo Renê. Teco e Ferrugem descontaram para o Gama.