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Futebol

Após Copa do Mundo, escolinhas de futebol ganham fôlego

Arquivo Geral

27/08/2014 8h10

A prática de times europeus abrirem filiais de escolas no Brasil não é nova, mas ganhou novo fôlego recentemente, principalmente com a realização da Copa do Mundo. 

Times como o Espanyol (ESP) e até mesmo o algoz de diversos times brasileiros, o Boca Juniors (ARG) abocanharam parte do mercado antes dominado por clubes brasileiros. 

Com duas unidades em clubes da cidade, a Escola de Futebol Boca Juniors conta, atualmente, com cerca de 200 alunos, de 4 a 17 anos. Segundo o proprietário da escola, Guilherme Lima, que também comanda os treinamentos, a intenção não é necessariamente formar atletas de alto rendimento, que possam se tornar jogadores profissionais no futuro. 

Para envergar o uniforme do Rei Mundial de Clubes, como o Boca se autointitula, o investimento gira na casa dos R$ 400 no primeiro mês, mas cai para cerca de R$ 155 passados os pagamentos de matrícula e uniforme.

“A escola do Boca Juniors visa a formação do cidadão. Não cobramos tanto o resultado. Os alunos que se destacam passam por um trabalho diferenciado, com foco nos trabalhos em equipe”, explica. 

Na escola do Espanyol, a filosofia é semelhante, como conta Renato Barros, um dos proprietários. “Não importa se o menino joga bem ou não. Basta ele querer aprender. A partir daí vamos ensinar do básico até o jogador que se destacar. Ninguém vai ser discriminado”, diz.

Preço salgado

Deixando claro que o principal intuito das escolas não é encontrar um grande craque, os proprietários dos centros precisam pagar para usar a marca dos clubes matrizes. Com o Boca Juniors, o contrato ultrapassa os R$ 20 mil para três anos de duração com o clube de La Bombonera. 

“Tive uma experiência com o São Paulo e, depois de um tempo, passei a não ter tanto apoio do time. Foi quando passei a pesquisar outros clubes, de fora do Brasil, por querer algo diferente”, aponta Guilherme.   

Preconceito que nada! Eles gostam

Manter escolas de futebol de times estrangeiros poderia trazer algum tipo de rejeição por parte de pais e atletas. Em Brasília, entretanto, o que ocorre é exatamente o oposto. 

“Às vezes rola um ‘poxa, logo time argentino’? Mas fica só nisso mesmo. Acho que uma escola de outro time brasileiro talvez trouxesse mais resistência por parte dos atletas”, afirma Guilherme. 

Prazer no Boca

Aos 8 anos, Alex Pedevilla é filho de pai italiano e mostra que a amizade com um aluno da escola do Boca falou mais alto do que a paixão pelo Flamengo. “Já faz um ano e meio que estou na escolinha e gosto muito de treinar aqui. Conheço um amigo que me contou sobre a escola e eu preferi vir para cá”, justifica o garoto. 

 

 

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