Petronilo Oliveira
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A Federação Brasiliense de Futebol (FBF) tem presidente, os clubes contratam e, na sua maioria, montam times competitivos. A partir daí, criou-se uma grande expectativa de que as confusões das últimas edições do Candangão fossem deixadas para trás. Entretanto, além das zebras (Brasiliense perder em casa para o Brasília e o Sobradinho ser derrotado para o Capital), o que mais chamou a atenção foi uma mudança geral na Comissão de Arbitragem do DF.
Presidente da entidade desde quando Jozafá Dantas assumiu a FBF, o renomado ex-árbitro Luciano Almeida deixou o comando da turma do apito oficialmente no fim da tarde de ontem. Porém, o Jornal de Brasília apurou que desde a última quarta-feira, ele já havia abandonado o cargo, devido a uma divergência com Dantas.
“Quando cheguei aqui, defini como seriam os sorteios dos árbitros para cada jogo. Eu escolheria dois para um deles ser sorteado para um jogo específico. Não dá para arriscarmos e botar um recém-formado para apitar um clássico. Mas os clubes reclamaram e pediram para que todos os nomes fossem colocados no mesmo sorteio. Fui contra essa atitude e fui embora”, explicou Luciano Almeida.
O ex-presidente da Comissão de Árbitragem do DF ainda comentou sobre dois casos curiosos que seriam evitados por ele. “O clássico da rodada foi Brasiliense contra o Brasília, então eu havia separado o Ademário Neves e o Rodrigo Raposo. Mas foi parar nas mãos do Rogério Bueno. Ele não é ruim, mas não tem a mesma experiência dos outros. Temos que ter um bom senso. Além disso, o Ademário foi sorteado para apitar o jogo do Luziânia (empatou por 1 x 1 com Brazlândia), e um irmão dele é jogador do Luziânia. São situações que poderíamos ter evitado”, explicou Almeida.
Jozafá Dantas confirmou a saída de Luciano Almeida e disse que o vice, José Caldas, assume o cargo, temporariamente. “Ainda não há um nome certo, então vamos analisar direitinho e ver um bom nome para assumir o cargo.”
Troca de acusações
Na época em que a FBF estava sob intervenção, os clubes se reuniram e colocaram Alexandre Andrade no cargo de presidente da entidade máxima dos homens do apito do Distrito Federal. “O Jozafá pediu para que eu conversasse com os árbitros antes da primeira rodada. A atitude do Luciano mostra que ele não está se importando com Brasília. Abandonou o barco às vésperas da primeira rodada”, disparou.
Luciano Almeida retrucou: “Ele (Alexandre Andrade) é um sem vergonha. Estava na presidência só por revanchismo, não fez trabalho de renovação. Tem que ralar muito para falar de mim”, detonou.