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Futebol

Apesar da ausência, Marinho será escalado contra o Grêmio

Arquivo Geral

25/08/2006 0h00

Apesar de não comparecer ao Parque São Jorge nesta sexta-feira, o zagueiro Marinho será titular na partida entre Corinthians e Grêmio, domingo, no Pacaembu. Após o treino, o técnico Emerson Leão afirmou que irá apenas advertir verbalmente o jogador, que formará o trio defensivo com Marcus Vinícius e Betão.

“Ele avisou que a avó da sua esposa tinha morrido e o nosso supervisor o aconselhou a vir ao clube e participar do teste físico, que durou menos de meia hora, antes de ser liberado, mas ele disse que já estava na estrada. Então, não pediu autorização e será advertido”, esclareceu. “Foi um momento desagradável da família da esposa dele e ele apenas cometeu um erro de comunicação”, completou.

Leão afirmou ainda que, caso Marinho retorne do compromisso nesta tarde, irá treinar sozinho no Parque São Jorge. “Caso contrário, será ponto facultativo nesta sexta e ele treina amanhã (sábado) normalmente”, explicou.

Já o meia Ramón deve levar uma dura maior do chefe. O jogador, que não pôde defender o Corinthians na última partida devido a uma conjuntivite, deveria ficar de molho por cinco dias, mas foi flagrado em uma casa noturna. A diretoria do Corinthians já comunicou que o atleta será multado.

“O Ramón infelizmente não pôde viajar conosco para Caxias porque estava com conjuntivite e a recomendação médica foi que ele ficasse afastado do convívio de outras pessoas até quinta-feira. Surpreendentemente, veio a notícia de que ele foi a uma boate e, portanto, não cumpriu o cronograma. Ele deveria estar em sua casa atendendo a recomendação médica”, esbravejou Leão.

Sempre pregando o profissionalismo, o treinador também diz que está passível de punição caso cometa algo de errado perante o grupo. “O dia que eu cometer um ato de indisciplina, quero ser cobrado como são cobrados os meus comandados. Procuro ser o mais justo possível, sem exceder”, discursou.

Mas, com relação a Carlitos Tevez, sumido desde segunda-feira, Leão não se mostra tão enfático. “Eu não planejo nada em relação ao fato, até porque não sei o que acontecerá. Não posso pré-julgar. O que sei é através da imprensa. Não ouvi nenhuma palavra dele. Deixa eu ouvir primeiro”, comentou.

“O que posso imaginar é que alguma ordem deve ter sido dada a ele, mas não foi nossa. Não falou comigo, com o presidente, com o Paulo Angioni ou o Edvar Simões. Vamos aguardar os acontecimentos e definir da maneira exata. De acordo com a intensidade da indisciplina vem a intensidade da pena, que será tomada pela diretoria”, continuou.

Leão afirmou ainda que não perde o sono pela ausência de Tevez. “Não posso me preocupar eternamente com um atleta. Preciso pensar no grupo e buscar as soluções no grupo. Portanto, com todo o respeito que todo mundo merece, isso não me tira o sono. Indisciplina acontece muito no futebol e precisamos tomar as atitudes necessárias. Já vi atos de indisciplina muito maiores”, concluiu.

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