Pelé pediu aos brasileiros para ‘pensar nas criancinhas’ após marcar o seu milésimo. Neste domingo, após repetir a marca durante a vitória de 3 x 1 do Vasco sobre o Sport,
“Eu poderia estar falando de vários acontecimentos do dia-a-dia, da rotina brasileira, mas não quero. Prefiro apenas agradecer, primeiro o papai do céu, depois todos os meus companheiros, os meus treinadores ao longo da carreira, os moleques que começaram comigo no Olaria e vocês (jornalistas). Tivemos algumas rusgas, mas não sou político, não preciso dessa p****”, assegurou o Baixinho.
Como é tradição em sua carreira profissional, o camisa 11 também não esqueceu dos críticos durante o discurso concedido ainda no gramado de São Januário, ao ser substituído por Alan Kardec aos 23 minutos do segundo tempo. “Não preciso fazer média. Até quem não gosta vai ter de me respeitar. Esse milésimo valeu para realizar um sonho meu, das pessoas que me amam. As que não gostam vão ter que respeitar pelo fato de eu ter alcançado uma marca que só um jogador tinha na carreira, o maior de todos”, disse, referindo-se a Pelé.
As semelhanças com o milésimo de Pelé em 1971 não param apenas nos números, de ter um time em comum envolvido (o Vasco), ser feito de pênalti e a cidade do Rio de Janeiro como sede. Romário sabe disso e prevê felicidades ao goleiro do Sport, Magrão. “O Magrão entrou para a história, assim como o Andrada. Isso pode ser bom ou mal para ele, na verdade depende apenas de como ele achar. È claro que goleiro nunca quer levar gol”, brincou o Baixinho, que se disse calmo na hora da cobrança do pênalti, aos três minutos do segundo tempo. “Foi um nervosismo natural, de qualquer batedor de pênalti. Foi mais fácil marcar os 12 anteriores nesse ano que esse ai”, brincou.