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Futebol

Andrés chora ao receber lei de Kassab, mas ataca críticos do Itaquerão

Arquivo Geral

20/07/2011 18h37

Uma das principais pendências burocráticas do Itaquerão foi resolvida na manhã desta quarta-feira. Em cerimônia no terreno do futuro estádio, o prefeito Gilberto Kassab assinou a lei que concede incentivos fiscais de R$ 420 milhões para a construção e a entregou para o presidente Andrés Sanchez, que se emocionou e deixou escapar algumas lágrimas ao receber o documento.

 

 

Além do mandatário do clube de Parque São Jorge e do prefeito de São Paulo, marcaram presença na solenidade o governador Geraldo Alckmin, a vice-prefeita Alda Marco Antônio, o Ministro do Esporte, Orlando Silva, diversos secretários municipais, vereadores e membros da construtora da arena.

 

 

Gilberto Kassab ainda tranquilizou os corintianos ao deixar claro que vetará emendas de vereadores que dariam validade ao projeto de lei apenas se houvesse a confirmação do Itaquerão como palco da abertura do Mundial no Brasil. “Foi desvinculado ao jogo de abertura, mas vinculado ao fim da obra. Nós sabemos que o estádio já representa um monstruoso investimento para a zona leste da capital. Vai trazer algo muito superior do que esse incentivo de R$ 420 milhões”, comentou o prefeito. 

 

 

Já a sensibilidade de Andrés Sanchez acabou no contato com os jornalistas. O dirigente não gostou de ser questionado outra vez sobre os dutos da Petrobras que estão no terreno do estádio e ironizou uma indagação se o estádio participaria diretamente da vida da população da zona leste. “Em que sentido? Vou abrir para o pessoal jogar bola aqui dentro? Aqui não teremos nem academia”, disse, em tom ríspido.

 

 

Por fim, Andrés Sanchez se negou a falar de uma data em que a parte burocrática referente a ao contrato do estádio estará 100% resolvida – inclusive sobre a questão do financiamento junto ao BNDS. Nesta terça-feira, o clube oficializou a  Odebrecht como responsável pela obra e divulgou os valores dos gastos do Itaquerão: R$ 820 milhões.

 

 

“Se eu falar uma data para assinatura de contrato e errar por um dia, vocês me chamam de mentiroso”, esbravejou o presidente corintiano, que também defendeu os incentivos ao Itaquerão. “Aqui é o único estádio que tem dinheiro privado. E qualquer um pode pedir isso. Vamos arcar com R$ 400 milhões para pagar ao BNDS”, encerrou o mandatário.

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