O técnico Paulo Autuori poderá ficar mais tranqüilo para o clássico diante do Atlético-MG, sábado. O zagueiro André Luis, que havia desfalcado os trabalhos de quarta devido a um torcicolo, voltou aos treinos sem limitações nesta manhã, na Toca da Raposa, e foi confirmado pelo treinador como titular.
Autuori definiu a Raposa com Fábio, Gabriel, André Luis, Gladstone e Fábio Santos; Élson, Ricardinho, Fellype Gabriel e Marcinho; Araújo e Rômulo. De todos os 11 iniciais, um jogador em especial aguarda o clássico com maior ansiedade: o goleiro Fábio. O camisa 1 celeste defende uma invencibilidade de dois anos contra o rival, ou seja, há sete partidas não sabe o que é ser derrotado pelo Galo.
“É difícil ficar dois anos sem perder clássico, pelas situações que a gente encontra durante a partida. No primeiro jogo que eu participei a gente saiu derrotado, mas nos recuperamos e no momento certo conseguimos dar o troco na semifinal”, disse.
O primeiro clássico de Fábio aconteceu no dia 20 de fevereiro de 2005, no Estadual daquele ano. Desde então a Raposa somou quatro vitórias e três empates contra o rival. Curiosamente, as equipes não se enfrentam desde as semifinais do Mineiro de 2006, visto que o Atlético jogou a Série B no ano passado. A saudade do clássico deixa o goleiro ainda mais motivado.
“O Atlético jogou a Segunda Divisão e a gente já está completando um ano da última partida. É importante disputar esse clássico de tanta tradição e agora, depois de um ano, o gosto é melhor. A gente se motiva mais ainda”, assegurou.
Capitão da equipe celeste, o experiente volante Ricardinho é recordista em participações no clássico. São nada menos que 28 partidas contra o rival alvinegro, em um total de 11 vitórias, oito derrotas e nove empates. Com a bagagem de dois gols marcados no Galo, o jogador não esconde a função de guia no próximo sábado. “A responsabilidade é grande. Não fugimos dela. Tudo que se constrói é com luta e muita dedicação. É o que vou levar também para mais este grande jogo contra o Atlético”, concluiu.
Tabu
Se Fábio e Ricardinho tem um bom currículo no clássico, o mesmo não se pode dizer do técnico Paulo Autuori, que jamais venceu o rival nas suas duas últimas passagens pela Toca da Raposa. Foram quatro jogos, com duas derrotas e dois empates.
O último duelo foi doloroso para Autuori, que acabou demitido após cair para o rival por 4 x 2, na primeira fase do Minério de 2000. "Para mim não quer dizer absolutamente nada, o profissional convive com vitórias e derrotas. Tem que saber conviver com elas e ser o mesmo nas vitórias e nas derrotas. Isso é o que me faz ter muita tranqüilidade na minha carreira e na minha vida", assegurou.
Todos os outros confrontos aconteceram em 1997. Na primeira fase do estadual, dois empates: 1 x 1 e 0 x 0. No Campeonato Brasileiro do mesmo ano, a Raposa saiu na frente, mas vacilou e acabou levando a virada por 2 x 1. "Uma coisa que eu não acredito é em escrita. Acredito que circunstâncias e momentos. São momentos diferentes e pessoas diferentes. E o objetivo não é a vitória do técnico, é a vitória final do clube, da equipe com o título", desconversou o treinador.