A Arena da Baixada testemunhou nesta quinta-feira o final de uma Era no Atlético Paranaense. Um dos responsáveis por sua construção, graças a sua venda para o futebol europeu, Paulo Rink reuniu seus amigos para uma bela despedida diante do clube que o projetou para o futebol. E em dia de festa, vale atuar pelos dois times, sair perdendo por 3 x 0 e terminar o jogo vencendo por 4 x 1.
O jogo começou com muito toque de bola para tentar esquentar a fria noite na capital paranaense, cujos termômetros marcavam cerca de 4ºC. Se de um lado o Furacão não forçava demais o jogo, os Amigos de Paulo Rink demonstravam vontade, tentando resgatar o futebol de outros tempos com jogadores como Oséias, Kléberson e Juan. Mas, apenas os trejeitos do árbitro Margarida, e seu indefectível uniforme rosa, animavam os 6 mil corajosos torcedores que queriam se despedir de seu ídolo.
Dos estrangeiros convidados, apenas os alemães Polking e Moelkel, o cipriota Louízos e o uruguaio Matosas apareceram. Mas a um colombiano coube abrir o placar. Ferreira, aos seis minutos, com um belo toque na saída do goleiro Ricardo Pinto, colocando um pouco de calor em uma partida morna.
O agora técnico Ricardo Pinto mostrou ainda um pouco da forma que o fez titular do Furacão na década de 90. Aos 15 e aos 20 minutos, com duas grandes defesas, parou o ataque rubro-negro com estilo. Mas a festa só é completa com gols. E aos 22 minutos, Denis Marques teve apenas o trabalho de empurrar para as redes para marcar.
Grande artilheiro da temporada e cobiçado por outras equipes, Alex Mineiro ainda aproveitou um pênalti para deixar sua marca, aos 38 minutos de jogos. Já Paulo Rink, que já não mostrava o mesmo entrosamento com seu eterno companheiro Oséias, só teve uma chance aos 40 minutos, em uma cabeçada que parou nas mãos de Guilherme.
No intervalo da partida, Paulo Rink recebeu faz mãos do técnico Nilson Borges, o responsável por sua primeira partida pelo Furacão, uma placa comemorativa. Emocionado, o jogador aproveitou para falar com a torcida. “Obrigado por aparecerem. É uma homenagem do Atlético, onde tudo começou e onde tudo está terminando”, afirmou.
Já com a camisa do Rubro-Negro, o atacante se juntou aos reservas e novos contratados do clube, como Tiago, Valencia e Edno, para os últimos minutos. Pelo adversário, um time totalmente modificado também, comandado pelo uruguaio Matosas, uma dos destaques da festa.
Logo nos primeiros minutos, Paulo Rink quase desencantou. Aos cinco minutos, com uma bicicleta, por pouco o gol da consagração. Enquanto isso o time adversário encontrava espaço e um pênalti, aos 19 minutos. Coube a Matosas, por cobertura, com muita categoria, o gol de honra.
E quando a estrela maior da festa parecia que passaria em branco, aos 23 minutos, depois de uma ótima jogada, Paulo Rink tocou no canto e coroou a noite. Minutos depois, substituído, fez questão de jogar sua camisa aos torcedores e agradecer em todos os pontos do gramado, sem camisa, sem ligar para a noite gelada. À partida, quase ninguém mais prestou atenção. Nem mesmo seu final, aos 42 minutos.
No vestiário, já de terno e gravata, seu novo uniforme de trabalho, o agora ex-jogador resumiu a importância da partida. “O mais importante é terminar rodeado de amigos, com a torcida comparecendo, mesmo numa noite fria, em um jogo festivo. Fico muito agradecido e muito emocionado. O jogo foi legal para o público, mas quem aproveitou mais ainda foram os jogadores”, contou.
Revivendo momentos de concentração do passado, Paulo Rink acredita que a amizade é a lição que fica ao final da partida. Depois de dez anos de desencontros pelo mundo, estavam todos tomando café no hotel juntos, contando velhas histórias. O melhor de tudo é ver os amigos novamente. “O lado familiar que existia entre nós é exemplo para qualquer clube de futebol”, finalizou. Confira a ficha técnica da partida histórica:
ATLÉTICO 4 x 1 AMIGOS DE PAULO RINK
Local: Arena da Baixada, em Curitiba
Data: 24 de maio de 2007, quinta-feira
Árbitro: Margarida
Renda: R$ 360.582
Público: 6.582
Gols: ATLÉTICO-PR: Ferreira, aos 6 minutos; Dênis Marques, 22 minutos, e Alex Mineiro, aos 38 minutos do primeiro tempo e Paulo Rink, 23 minutos do segundo tempo. AMIGOS: Matosas, aos 19 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-PR: Guilherme (Vinícius); Jancarlos (Cristian), Danilo (Rogério Correa), Marcão (João Leonardo) e Nei (Edno); Erandir (Roberto), Alan Bahia (Valencia), Evandro (Tiago) e Ferreira (Netinho); Alex Mineiro (Pedro Oldoni) e Dênis Marques (Paulo Rink)
Técnico: Vadão
AMIGOS DE PAULO RINK: Ricardo Pinto (Luízos (Daniel Neves)); Alex Lopes (Paulo Miranda), Juan (Alexandre Lopes (Fernando Mazur)), Andrei e Claudiomiro (Guni); Marcelo Silva (Reginaldo), Kleberson (Zé Elias), Magno (João Antônio) e Jean Carlos (Matosas); Oséas (Polking) e Paulo Rink (Moeckel)
Técnico: Renê Simões< !-- hotwords -- >
< !--/hotwords -- >O jogo começou com muito toque de bola para tentar esquentar a fria noite na capital paranaense, cujos termômetros marcavam cerca de 4ºC. Se de um lado o Furacão não forçava demais o jogo, os Amigos de Paulo Rink demonstravam vontade, tentando resgatar o futebol de outros tempos com jogadores como Oséias, Kléberson e Juan. Mas, apenas os trejeitos do árbitro Margarida, e seu indefectível uniforme rosa, animavam os 6 mil corajosos torcedores que queriam se despedir de seu ídolo.
Dos estrangeiros convidados, apenas os alemães Polking e Moelkel, o cipriota Louízos e o uruguaio Matosas apareceram. Mas a um colombiano coube abrir o placar. Ferreira, aos seis minutos, com um belo toque na saída do goleiro Ricardo Pinto, colocando um pouco de calor em uma partida morna.
O agora técnico Ricardo Pinto mostrou ainda um pouco da forma que o fez titular do Furacão na década de 90. Aos 15 e aos 20 minutos, com duas grandes defesas, parou o ataque rubro-negro com estilo. Mas a festa só é completa com gols. E aos 22 minutos, Denis Marques teve apenas o trabalho de empurrar para as redes para marcar.
Grande artilheiro da temporada e cobiçado por outras equipes, Alex Mineiro ainda aproveitou um pênalti para deixar sua marca, aos 38 minutos de jogos. Já Paulo Rink, que já não mostrava o mesmo entrosamento com seu eterno companheiro Oséias, só teve uma chance aos 40 minutos, em uma cabeçada que parou nas mãos de Guilherme.
No intervalo da partida, Paulo Rink recebeu faz mãos do técnico Nilson Borges, o responsável por sua primeira partida pelo Furacão, uma placa comemorativa. Emocionado, o jogador aproveitou para falar com a torcida. “Obrigado por aparecerem. É uma homenagem do Atlético, onde tudo começou e onde tudo está terminando”, afirmou.
Já com a camisa do Rubro-Negro, o atacante se juntou aos reservas e novos contratados do clube, como Tiago, Valencia e Edno, para os últimos minutos. Pelo adversário, um time totalmente modificado também, comandado pelo uruguaio Matosas, uma dos destaques da festa.
Logo nos primeiros minutos, Paulo Rink quase desencantou. Aos cinco minutos, com uma bicicleta, por pouco o gol da consagração. Enquanto isso o time adversário encontrava espaço e um pênalti, aos 19 minutos. Coube a Matosas, por cobertura, com muita categoria, o gol de honra.
E quando a estrela maior da festa parecia que passaria em branco, aos 23 minutos, depois de uma ótima jogada, Paulo Rink tocou no canto e coroou a noite. Minutos depois, substituído, fez questão de jogar sua camisa aos torcedores e agradecer em todos os pontos do gramado, sem camisa, sem ligar para a noite gelada. À partida, quase ninguém mais prestou atenção. Nem mesmo seu final, aos 42 minutos.
No vestiário, já de terno e gravata, seu novo uniforme de trabalho, o agora ex-jogador resumiu a importância da partida. “O mais importante é terminar rodeado de amigos, com a torcida comparecendo, mesmo numa noite fria, em um jogo festivo. Fico muito agradecido e muito emocionado. O jogo foi legal para o público, mas quem aproveitou mais ainda foram os jogadores”, contou.
Revivendo momentos de concentração do passado, Paulo Rink acredita que a amizade é a lição que fica ao final da partida. Depois de dez anos de desencontros pelo mundo, estavam todos tomando café no hotel juntos, contando velhas histórias. O melhor de tudo é ver os amigos novamente. “O lado familiar que existia entre nós é exemplo para qualquer clube de futebol”, finalizou. Confira a ficha técnica da partida histórica:
ATLÉTICO 4 x 1 AMIGOS DE PAULO RINK
Local: Arena da Baixada, em Curitiba
Data: 24 de maio de 2007, quinta-feira
Árbitro: Margarida
Renda: R$ 360.582
Público: 6.582
Gols: ATLÉTICO-PR: Ferreira, aos 6 minutos; Dênis Marques, 22 minutos, e Alex Mineiro, aos 38 minutos do primeiro tempo e Paulo Rink, 23 minutos do segundo tempo. AMIGOS: Matosas, aos 19 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-PR: Guilherme (Vinícius); Jancarlos (Cristian), Danilo (Rogério Correa), Marcão (João Leonardo) e Nei (Edno); Erandir (Roberto), Alan Bahia (Valencia), Evandro (Tiago) e Ferreira (Netinho); Alex Mineiro (Pedro Oldoni) e Dênis Marques (Paulo Rink)
Técnico: Vadão
AMIGOS DE PAULO RINK: Ricardo Pinto (Luízos (Daniel Neves)); Alex Lopes (Paulo Miranda), Juan (Alexandre Lopes (Fernando Mazur)), Andrei e Claudiomiro (Guni); Marcelo Silva (Reginaldo), Kleberson (Zé Elias), Magno (João Antônio) e Jean Carlos (Matosas); Oséas (Polking) e Paulo Rink (Moeckel)
Técnico: Renê Simões< !-- hotwords -- >