Apesar de não ser uma das apostas para subir no começo do Campeonato, os potiguares surpreenderam no segundo turno e podem ter a certeza de estádio cheio. Ainda mais pelo fato de o time não perder em casa desde o 1 x 0 sofrido frente ao Paysandu, no começo de setembro. De lá para cá, foram nada menos que sete vitórias e um empate.
A expectativa no Rio Grande do Norte é imensa para a volta à elite do futebol brasileiro. Antes do ‘jogo do ano’, como vem sendo chamado, a torcida prepara um grande foguetório e uma carreata até o estádio. Tudo isso para ajudar garantir o possível terceiro time nordestino na Série A: se América e Náutico confirmarem presença, repetirão o feito que não acontece desde 2001, quando a região teve quatro representantes na elite (Bahia, Vitória, Santa Cruz e Sport).
Para conseguir o último ponto necessário em 2006, o técnico Heriberto da Cunha deve ter o volante Magal no time titular, depois de poupá-lo em treinos do decorrer da semana. O atacante Max, que vem sendo um dos destaques do time última rodadas, começa no banco. O resto do time deve ser mantido em relação ao que venceu o Guarani por 2 x 1.
No Santo André, que somente cumpre tabela até o final do ano, a meta agora é o planejamento para 2007. O principal objetivo agora não é esportivo, mas administrativo: renovar com os principais atletas, trazer alguns nomes e pensar no acesso no ano que vem.
Oitavo colocado com 52 pontos, o time vai a Natal com alguns problemas. O técnico Ruy Scarpino, cheio de dúvidas e problemas, não terá o volante Vander, suspenso, e o zagueiro Ozéia, que não joga mais em 2006 com uma pancada no tornozelo. Com isso, Lello, Galiardo e Luiz Henrique, voltando de suspensão, disputam duas vagas no setor defensino.
Para compor o meio, Hernanes deve assumir a lacuna de Vander, deixando uma vaga para Anaílson no ataque ao lado de Sandro Gaúcho. Mas caso Scarpino opine por mantê-lo no ataque, deverá formar a faixa central com Bruno, Rincón, Makelelê e Emerson.