O massagista Romildo Fonseca da Silva, da Aparecidense-GO, ganhou o noticiário ao evitar o gol que classificaria o Tupi-MG para as quartas de final do Campeonato Brasileiro da Série D. Esquerdinha – como é chamado pelos colegas – entrou em campo aos 44 minutos do segundo tempo e “defendeu” o chute do atacante Ademílson quando os times empatavam por 2 x 2. O gol, que não aconteceu, teria dado a vaga para o time mineiro enfrentar o Mixto-MT na próxima fase, já que a partida de ida, no interior goiano, terminou em 1 x 1.
Atento à infração, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva irá julgar o caso até o fim da semana. “A punição está prevista no artigo 243 (do Código Brasileiro de Justiça Desportiva) e pode variar entre 12 e 24 meses. A multa imposta pode chegar até a R$ 100 mil”, explicou Paulo Schmitt, procurador-Geral da entidade.
Revoltada, a diretoria do Tupi irá pedir ajuda à Federação Mineira de Futebol (FMF). Em seu site oficial, o clube classificou o lance como “uma das páginas mais vergonhosas da história do futebol brasileiro” e disse esperar por uma “posição enérgica” da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Clube se defende
O presidente da Aparecidense, Wilson Queiroz, avisou que irá recorrer caso uma nova partida seja marcada.“Para ter punição tem que ter um crime. Qual o nosso crime? Quando ele (Romildo) entrou em campo era responsabilidade da arbitragem cuidar do lance. Toda condição jurídica que tivermos para nos defender nós iremos atrás”, garantiu o mandatário.
Ex-colega comenta caso
Ex-fisioterapeuta do Brasiliense, Cid Félix trabalhou com Esquerdinha no time amarelo em 2010. O profissional se mostrou surpreso com a atitude e deu uma declaração curiosa sobre o colega.
“Nunca vi nada parecido no clube e nem como ele. Nos jogos é normal ficar alguém ali perto da trave. Ele é um sujeito brincalhão. Como massagista nem tanto (bom profissional), mas como pessoa era ótimo”, comentou.