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Futebol

África do Sul nega suborno à Fifa e compara investigação a colonialismo

Arquivo Geral

03/06/2015 11h30

Acusado de pagar 10 milhões de dólares (R$ 31,2 mi) à Fifa para sediar a Copa do Mundo de 2010, o governo da África do Sul mantém discurso e nega envolvimento com qualquer ilegalidade. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o ministro dos Esportes do país, Fikile Mbalula, inclusive desmerece as investigações que já indiciaram 14 pessoas acusadas de corrupção.

“Nos recusamos em sermos pegos em uma batalha entre os Estados Unidos e a Fifa. Negamos categoricamente que nosso governo subornou alguém para ter a Copa de 2010”, repete o ministro, alegando que o pagamento de R$ 31,2 milhões esteve sob registros.

“Foi um pagamento devidamente alocado para um programa aprovado. Não entendemos o motivo da acusação de suborno, pois tudo foi registrado em e-mails, reuniões e declarações públicas”, argumenta Mbalula, alegando que o Programa Legado Diáspora sempre aconteceu dentro da legalidade.

Teoricamente a iniciativa da Fifa era usar o dinheiro da África do Sul para desenvolver o futebol no Caribe, como um “legado” do Mundial. Investigações da Justiça dos Estados Unidos, porém, desconfiam que os milhões tenham sido usados para suborno de oficiais da entidade para que o país vencesse a eleição de país-sede de 2010.

Escolhido como porta-voz do governo sul-africano, Mbalula espera que os EUA “compartilhem as provas para as acusações”, porque estas têm impactado negativamente na reputação da gestão. “Quando organizamos a Copa do Mundo, estávamos lidando com pessoas, não gângsteres. O fato de mais tarde eles se transformarem em bandidos não é problema nosso. Não podemos averiguar todos com cães farejadores”, irrita-se o ministro, que tenta tirar a África do Sul do escândalo.

“Vamos deixar os americanos e britânicos lutarem suas batalhas. Nós lutamos contra o colonialismo e os derrotamos, e ainda enfrentamos o imperialismo. Estamos ansiosos para o próximo filme de Hollwood sobre como a África do Sul pagou este suposto suborno”, finaliza o controverso ministro.

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