Apesar de o jogador ter acertado no dia 5 de outubro a renovação de seu acordo com o Fluminense após quase dois meses de indefinição, a novela Thiago Neves ainda não chegou ao fim. Na manhã desta quinta-feira, Augusto Mafuz, advogado da LA Sports, empresa que detém 32% dos direitos federativos do meia, confirmou que o atleta assinou um contrato de trabalho com o Palmeiras há cerca de dois meses.
“Ele assinou um contrato de trabalho com o Palmeiras, que respeitou a relação dele com o Fluminense. O jogador acertou as bases financeiras e assinou no dia 18 de agosto. O Palmeiras, ou qualquer outro clube, poderia ter assinado com o Thiago Neves”, explicou Mafuz, em entrevista à rádio Jovem Pan.
“Acho que a situação do Fluminense é temerária, já que a Fifa proíbe negociações entre clube e empresas. O Palmeiras acertou tudo diretamente com o jogador. Juridicamente, para ele não jogar no Palmeiras, será preciso destituir o contrato, pagar a multa, ou o Palmeiras rasgar o contrato”, completou o advogado.
Para negociar com o Verdão, Thiago Neves teria apresentado um documento que o desvincula do Paraná, com quem teria acordo até 2009. “Ele não tem contrato de trabalho com o Paraná, mas apenas um vínculo. No entanto, isso não gera efeito em relação a uma terceira associação. No caso, o Palmeiras”, disse Mafuz.
Porém, o dono da porcentagem restante dos direitos do jogador, o empresário Léo Rabello, rebateu as declarações do advogado. “Se este contrato realmente existir, ele não tem valor nenhum. O Thiago Neves tem vínculo com o Paraná e renovou com o Fluminense”, garantiu.
“Além disso, o Palmeiras poderia ter algumas conversações, mas não acertar com o jogador, já que ele estava com o contrato em andamento no Fluminense. Este acerto seria arriscado e o Palmeiras correria risco até com a Fifa, que proíbe aliciamento de jogadores”, completou Rabello.
Independente da resolução do caso, que deve parar na Justiça, o presidente do clube carioca, Roberto Horcades, crê que a relação entre as duas equipes envolvidas no imbróglio não ficará estremecida. “Não há como ter problema, sou grande amigo do Della Monica (Afonso, presidente do Palmeiras). Se o jogador assinou contrato com um time, tendo contrato com outro, o problema não é dos presidentes”, disse o mandatário do Flu.