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Futebol

Adversária do Gama amanhã, no Bezerrão, a seleção africana conta com Andoni Goikoetxea

Arquivo Geral

14/11/2014 8h23

Quando a bola rolar para o primeiro jogo do Gama na temporada, amanhã, às 16h, no Bezerrão, um personagem especial estará de olhos vidrados no time adversário. O ex-zagueiro espanhol Andoni Goikoetxea é técnico da Guiné Equatorial há quase dois anos e já conquistou resultados expressivos para o país. 

Maior zagueiro-artilheiro da história do Athletic Bilbao, com 35 gols em 279 partidas, Goikoetxea aponta que o clube, que só conta com jogadores bascos, dificilmente mudará a maneira de escolher atletas.

“O Bilbao joga na mais alta divisão do futebol espanhol e também disputa a Liga dos Campeões. O time representa não só o clube, mas também todo um povo. Ele é gerido não só pelos presidentes, mas também pelos torcedores. Não posso dizer que isso nunca vai mudar, mas acho bem difícil”, opina.

Naturalização de jogadores

Na Copa do Mundo deste ano, a Espanha teve entre os convocados de Vicente del Bosque o brasileiro de nascimento Diego Costa. Para Goikoetxea, o atacante precisou fazer uma escolha complicada. Na opinião do ex-zagueiro, a naturalização é um processo normal, já que o direito desportivo dá aos atletas a opção de escolher. Ele chegou a jogar com outros brasileiros que optaram por adotar a cidadania espanhola, como o ex-zagueiro Donato, que jogou no Atlético de Madrid e no Deportivo La Coruña.

“Acho que o Del Bosque conversou com ele no sentido de que ele teria que escolher entre o país onde nasceu e o país que o acolheu para o futebol. Mas acho também que na seleção ele ainda não conseguiu jogar tudo o que vem jogando no Chelsea, fazendo gols e sendo importante”, afirma.

Apelido que não incomoda

O ano era 1983. O argentino Diego Armando Maradona já assombrava as defesas adversárias, mas ainda não era o gênio que ajudou a Argentina a conquistar a Copa do Mundo três anos depois. 

Em um jogo entre Barcelona e Athletic Bilbao, pelo Campeonato Espanhol, um duro carrinho de Goikoetxea quebrou o tornozelo do “Pibe D’Oro” e o forçou a ficar fora de ação por três meses. 

A entrada, aliada à outra dura sobre o alemão Bernd Schuster, renderam ao espanhol a alcunha de “O Açougueiro de Bilbao”. Hoje, porém, ele garante não se incomodar com o apelido.

“Muita gente ficou me perguntando se eu havia pedido desculpas. Não tenho que pedir desculpas porque foi um lance de jogo. Mas não se lembram que ele só parou por três meses. Depois da lesão ele ganhou tudo, no Napoli e na seleção argentina. Outros jogadores tiveram lesões mais sérias e nunca mais voltaram. Desses, ninguém fala”, reclama.

Ele, porém, não poupa elogios ao falar de Maradona. “Sem dúvidas, foi o maior jogador dos anos 80. Ele era um verdadeiro craque que decidia sozinho”, opina.

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