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Futebol

Adriano Galliani cita ‘reputação danificada’ e pede demissão do Milan

Arquivo Geral

29/11/2013 13h20

Uma era se encerrou. Após 27 anos, Adriano Galliani não é mais o vice-presidente do Milan. De acordo com informações publicadas pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport nesta sexta-feira, o lendário mandatário do clube rossonero pediu demissão e não permanecerá mais na equipe de San Siro. 

 

Os motivos teriam sido a má fase do time, que ocupa a 13ª colocação e está a apenas três pontos da zona de rebaixamento no Campeonato Italiano, além de uma crise na relação com a família Berlusconi, proprietária do clube, em especial com Barbara, filha do presidente, Silvio, que, a cada dia, ganha mais poder no cenário diretivo.

 

“Vou rescindir nos próximos dias, provavelmente depois do jogo contra o Ajax. Deixarei o clube com ou sem compensação (financeira). Entendo que vem um momento em que é hora de mudanças. Minha reputação foi danificada. Isso deveria ser tratado com um pouco mais de delicadeza. Não sei para onde vou no futuro. Vou passar um tempo fora antes, então, tomarei uma decisão”, declarou Adriano Galliani. 

 

Segundo La Gazzetta dello Sport, o dirigente ainda vai cobrar uma quantia pelos serviços prestados ao Milan durante os 27 anos em que permaneceu no clube. O jornal aponta que a indenização pode chegar aos 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 158 milhões).

 

Vinte e sete anos no Milan: Do auge à decadência

 

Adriano Galliani chegou ao Milan em 1986 e, desde então, viveu grandes momentos no clube italiano. O auge foi atingido entre as décadas de 1990 e 2000, quando a equipe de San Siro conseguiu resultados expressivos a nível internacional (cinco Ligas dos Campeões da Europa e um Mundial de Clubes).

 

Nos últimos anos, porém, o mandatário, que já acumulou as funções de administrador delegado, vice-presidente e supervisor do departamento comercial, não conseguiu liderar uma renovação no Milan, que, neste momento, está mais próximo da zonza de rebaixamento do que da de classificação para a próxima Champions League pelo Campeonato Italiano.

 

Além do mau momento da equipe, Galliani teve sua relação com a família Berlusconi estremecida nos últimos anos. Silvio teve que destinar suas atenções mais à política – ele foi primeiro ministro e senador da Itália durante anos – do que ao clube, e acabou acusado pelo vice-presidente de tê-lo deixado sobrecarregado nas funções à frente da equipe. Além disto, a ascensão de Barbara, filha do presidente, na diretoria rossonera não teria agradado a Galliani, que, enfim, encerrou sua passagem pelo Milan.

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