O técnico Adilson Batista fez uma análise sobre o empate do Santos com o São Caetano, por 3 a 3, na noite desta quarta-feira, na Arena Barueri. Reconhecendo os erros cometidos pela sua equipe nesta partida, o treinador não deixou também de dar méritos ao Azulão por ter aproveitado as oportunidades que teve, conquistando o seu primeiro ponto no Campeonato Paulista – o time do ABC Paulista havia sido derrotado nos três primeiros jogos da competição.
“Se você sai para o ataque, acaba dando condições para o adversário te atacar também. Às vezes fica um jogo aberto, e é preciso controlar um pouco mais a partida, principalmente em um campo que é mais baixo como o da Arena Barueri, em que a bola fica mais rápida. Não é desculpa, só que é preciso controlar isso”, disse Adilson.
O comandante santista admitiu que a sua equipe sabia que o ponto forte do São Caetano é a bola aérea e, até por conta disso, evitou fazer críticas mais pesadas ao seu sistema defensivo. “A bola parada deles é forte e a gente sabia disso. O primeiro gol, de escanteio, foi mérito do Artur. No segundo, foi uma boa bola do Luciano Mandí, que se sobressaiu ao Léo na jogada e ajeitou para o Vandinho. Já no terceiro, tivemos a chance de marcar, mas erramos e eles fizeram no contra-ataque. Erramos, mas não dá pra tirar o mérito do São Caetano”, analisou.
Antes desse confronto, Adilson Batista havia ensaiado uma mudança na sua dupla de zaga, testando Bruno Aguiar no treino tático de terça, no CT Rei Pelé. Aguiar chegou a jogar ao lado tanto de Edu Dracena quanto de Durval, porém, o técnico optou por manter a dupla campeã paulista e da Copa do Brasil pelo Santos no ano passado.
Por isso, apesar de ter evitado críticas, pode ser que Adilson reflita melhor sobre uma mudança na defesa do Peixe para o seu próximo compromisso, no clássico contra o São Paulo, domingo, às 17 horas (horário de Brasília), na Arena Barueri.