A pressão sobre o técnico Adilson Batista está cada vez maior no Santos. E, após mais um tropeço da equipe, desta vez contra o São Bernardo, empate por 1 a 1, neste sábado, na Vila Belmiro, o treinador foi duramente criticado pela torcida. Uma das principais reclamações dos torcedores santistas é a não utilização de alguns dos seus “xodós” nos jogos. Procurando demonstrar segurança, Adilson negou que esteja batendo de frente com os torcedores no que diz respeito à escalação.
“Não é questão de bater de frente. Tenho consciência daquilo que estou fazendo. Às vezes, as pessoas gostam do Zé, do João ou do Pedro, mas isso não significa que eu tenho que escalá-los porque a torcida quer. Vou sempre procurar fazer o melhor para o Santos”, disse.
Indagado sobre os motivos para que Maikon Leite esteja na reserva ou Zé Eduardo não seja titular absoluto do time, o comandante alvinegro garantiu que os seus critérios para escalar o Peixe são baseados no que é mostrado durante os treinos da semana.
“Eu vivencio futebol, trabalhei com grandes técnicos na minha época de jogador e aprendi muito com todos eles. Hoje, como treinador, eu converso com os atletas, observo o trabalho no dia-a-dia e sei quem está bem no momento. O que escala o jogador é o trabalho no campo, são os treinos. Ninguém vai ser escalado porque é querido pela torcida”, ponderou Adilson Batista.
Consciente da pressão que pode até mesmo colocar em risco o seu cargo no Santos, Adilson acredita que, caso a equipe retome o caminho das vitórias, tudo irá se acalmar. “Vamos ter calma e trabalhar com seriedade. Daqui a pouco, eu dou uma voadora na placa e eles (torcedores) vão ficar loucos”, concluiu o técnico, relembrando uma famosa comemoração de gol sua, quando ainda dirigia o Cruzeiro.
Na ocasião, em uma partida contra o Santo André, pelo Brasileirão de 2009, Adilson Batista estava sendo bastante pressionado pela torcida celeste e, após o gol da vitória da Raposa, o treinador extravasou com uma voadora nas placas de publicidade do Mineirão.