No empate entre Cruzeiro e São Paulo, no Mineirão, torcedores celestes voltaram a hostilizar o técnico Adilson Batista. Considerado por muitos um estrategista defensivo, o treinador foi vaiado ao colocar Weldon no lugar de Bruno, única substituição que fez na partida. Os coros de “burro”, no entanto, não foram uníssonos e surgiram intercalados por gritos de apoio ao comandante.
Diante das críticas, o discurso de Adilson Batista não foge ao que já é tradição entre os treinadores. “Eu trabalho observando o jogo, tentando vencer o jogo, neutralizar o adversário, essa é a minha intenção, independentemente de vaias. Isso faz parte do torcedor, a gente tem que respeitar, e eu estou tentando sempre fazer o melhor”, argumentou.
Segundo o treinador, o empate foi fruto dos méritos do São Paulo, e não da postura adotada pelo Cruzeiro. “Em se tratando de um clássico, de duas equipes brigando pelo título, foi um jogo que sabíamos das dificuldades, e a gente lamenta pelos dois pontos desperdiçados, mas foi diante de um adversário qualificado também”, reforçou.
Outro motivo de alegrias para o treinador foi o bom desempenho defensivo frente à principal jogada são-paulina. “O Cruzeiro foi perfeito no aspecto de bola parada, tanto em faltas como em escanteio. É um grau de dificuldade você enfrentar os atletas da qualidade do São Paulo”, lembrou. Vale lembrar que este foi um fundamento exaustivamente treinado durante a semana.