O empate nos minutos finais contra o Guaratinguetá foi um balde de água fria para o Figueirense, que espera sair do interior paulista com uma vitória para se fortalecer na briga pelo G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro. A culpa do resultado ruim pode ser atribuída a uma falha da equipe na bola aérea, mas segundo o técnico Adílson Batista, a arbitragem também pode ser responsabilizada.
Após o jogo, o treinador criticou duramente a escolha do trio de arbitragem e relacionou a má atuação do juiz e de seus assistentes à suas origens: “Volto a frisar, é duro essas arbitragens. Nada contra Belém do Pará, Manaus, Parintins, Pantanal, Acre, Bolívia, mas tem uns negócios que é difícil, eles deixam os jogadores nervosos, demoram para apitar, não confiávamos nos bandeirinhas. Ficamos mais atrás por causa deles. Temos que qualificar, mas não adianta dar um trilhão (de reais) para a Série A e esquecer os árbitros. Essa também é uma das reivindicações para qualificar”.
Segundo Adílson, o árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão, de Goiânia, e o assistente Rener Santos de Carvalho, do Acre, teriam prejudicado o time, principalmente ao não marcar um suposto pênalti no meia Tchô, nos minutos finais. Irritado com o desempenho do trio de arbitragem, o técnico fez uma crítica mais extensa à preparação dos juízes: “É o campo, a arbitragem, eu transfiro (o resultado) para a arbitragem. É difícil. Copa do Mundo, gasta milhões e aí não tem o preparo adequado. Os jogadores, o treinador do Guaratinguetá, todo mundo estava reclamando. Teve um pênalti no Tchô. Eu vou reclamar? Não adianta”.
Capitão da equipe na partida, André Rocha também foi longe, e reclamou de erros constantes da arbitragem contra o Figueira e também contra outras equipes: “(A arbitragem) Atrapalhou as duas equipes e não é só nesse jogo. Em outras partidas eles não têm nos agradado também”.
“Contra tudo e contra todos”, o Figueirense viaja agora à Natal, onde enfrenta o lanterna ABC, no sábado, às 16h20.