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Futebol

Acosta:<I>O time está em primeiro, mas parece que é o último</I>

Arquivo Geral

26/06/2008 0h00

Os jogadores do Corinthians estão incomodados com as cobranças. Antes mesmo de um protesto como o promovido por torcedores após o empate com a Ponte Preta se repetir em virtude da igualdade com o Bragantino, eles defenderam a campanha do líder da Série B do Campeonato Brasileiro.


“O time está em primeiro, mas parece que é o último. Estamos jogando bem”, disse o atacante Acosta, para quem a oscilação do Corinthians é natural. “A final contra o Sport afetou um pouco. Todo mundo sabia que não dá para ganhar todos os jogos em um campeonato, mas a torcida está reclamando.”


No treino da véspera do jogo com o Bragantino, dezesseis torcedores aproveitaram uma manifestação pela exclusão do ex-presidente Alberto Dualib e seu então vice Nesi Curi para criticar também os atletas. Chamaram Fábio Ferreira de “cachaceiro”, Lulinha de “mentira”, Felipe de “pipoqueiro” e ainda ameaçaram: “Se o Corinthians não ganhar, o pau vai quebrar”.


O zagueiro Chicão não acredita que o protesto influenciou o desempenho da equipe na quarta-feira. “De forma alguma. A equipe tem que jogar futebol. Mas ficamos chateados por sermos líderes e alguns cobrarem. Não sabemos o motivo. Estamos tranqüilos, conscientes do objetivo de levar o Corinthians à Série A”, comentou.


Se a meta é conseguir o acesso, a equipe do Parque São Jorge tem realmente razão para seguir calma. O Corinthians soma 20 pontos na Segunda Divisão, contra 11 do quinto colocado Ceará. Os empates nas duas últimas rodadas, entretanto, preocupam os torcedores. “A Série B é difícil. Não é como todo mundo pensava”, alertou o uruguaio Acosta.

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