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Futebol

A obrigação é para 2014

Arquivo Geral

27/05/2013 10h45

O Brasil é o maior vencedor da história da Copa das Confederações, com três títulos conquistados. É o atual bicampeão. Isso não quer dizer, porém, que desta vez sejamos nós os principais postulantes à taça que começará a ser disputada em 15 de junho, no Estádio Nacional Mané Garrincha, contra o Japão. 

 

Com um time ainda em busca de uma identidade, a seleção brasileira está um degrau abaixo da favorita Espanha. Conquistar a taça em casa é um objetivo secundário para o técnico Luiz Felipe Scolari, que ainda tenta dar uma identidade e formar o grupo que vai disputar a Copa do Mundo de 2014 – torneio este que é obrigação para o escrete canarinho. 

 

“É um torneio oficial e precisamos mostrar qualidade. Também será um evento que nos dará uma amostra de como vamos nos comportar em um evento oficial. Para mim e para os jogadores, é importante para traçar um rumo até a Copa do Mundo. Não quer dizer que se alguém não for bem já não será mais chamado, mas é sempre uma amostra oficial”, disse Felipão em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo.

 

Garotada

O problema maior para Luiz Felipe Scolari será fazer com que um grupo muito jovem e com pouca experiência em competições internacionais com a amarelinha amadureça a tempo de se firmar como um concorrente concreto ao título mundial no ano que vem. A principal esperança no momento é que estes jovens ganhem “cancha” atuando no futebol europeu.

 

Oscar e Lucas tomaram o avião rumo ao Velho Continente no ano passado, enquanto Neymar – o craque da companhia – acertou neste final de semana sua transferência para o Barcelona. Os três formarão a base do sistema ofensivo, auxiliados por Fred, o centroavante que Felipão tanto gosta.

 

Dúvida

A principal dúvida no momento é saber quem será o goleiro titular. Scolari vem escalando Júlio César, mas o treinador deixou a decisão final sobre aproveitar Diego Cavalieri ou Jefferson na competição nas mãos de Carlos Pracidelli, preparador de goleiros que o acompanha há mais de uma década.

 

Zagueiros assumem a liderança

Os veteranos da seleção brasileira não são tão veteranos assim. O mais experiente do grupo convocado para a Copa das Confederações é o goleiro Júlio César, de 33 anos. Mas não é ele quem assume papel de liderança em um grupo basicamente formado por jovens. Os postos de líderes caiu nos ombros da dupla titular de Luiz Felipe Scolari: Thiago Silva, de 28, e David Luiz, de 26.

 

Dos dois, quem está há mais tempo na seleção é o Monstro – apelido que ganhou da torcida do Fluminense -, que é convocado desde 2007. David Luiz chegou ao grupo em 2010. E desde que Lúcio deixou o grupo, em 2011, assumiram a condição de xerifes e homens que dão as cartas no elenco.

 

Thiago Silva se transformou em um líder nato com a experiência na Europa. O amadurecimento no Velho Continente se traduziu na tomada do posto de capitão da seleção brasileira, assumida ainda em 2011. A condição se consolidou nos Jogos Olímpicos de Londres.

 

O camisa 3 era quem mais cobrava os colegas mais jovens. Neymar era o alvo preferido das broncas de Thiago, principalmente na questão das quedas e simulações de falta. Ao contrário do que a situação possa parecer, o respeito entre ambos só cresceu. Hoje, não há quem conteste a liderança do Monstro.

 

Estilo parecido

David Luiz é o complemento perfeito para Thiago Silva. Tanto no aspecto técnico quanto na questão da liderança. O camisa 4 é quem auxilia o capitão na hora de cobrar os companheiros e de assumir responsabilidades. Não à toa, é considerado o segundo na hierarquia para assumir a faixa de capitão.

 

Na Copa das Confederações, eles terão a chance de ganhar o primeiro caneco pela seleção.

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