Menu
Futebol

A família está garantida

Arquivo Geral

14/02/2013 9h07

Marcus Eduardo Pereira

marcus.eduardo@jornaldebrasilia.com.br

 

 

No dia 12 de julho de 1998, o jovem Eduardo Vasconcelos estava na França e acompanhava  a final da Copa do Mundo onde o Brasil acabou sendo massacrado pelos donos da casa por 3 x 0. “Eu morei na França entre 96 e 99. Estava no Stade de France na final e lembro que entrei ‘felizão’, mas quando deu o meio do segundo tempo eu já queria ir embora”, recordou.

 

Quatorze anos depois, ele agora é servidor público, casado e tem um filho de dez anos. E ontem, no último dia possível, Eduardo recebeu uma notícia que fez lembrar de seu passado. Ele viu em seu e-mail a confirmação da Fifa de que seu pedido de compra dos ingressos para acompanhar o jogo da Copa das Confederações, entre Brasil x Japão, no dia 15 de junho, foi efetivado.

 

Depois da tentativa sem sucesso de comprar na pré-venda, Eduardo entrou no sorteio da segunda fase e recebeu a notícia de que ele, sua esposa Lygia e seu filho, também Eduardo, estarão no dia da estreia do Brasil no torneio. “Estamos ansiosos para a partida. Acho muito bom ter esse contato, usar o esporte como fator de união entre as famílias. Acho que esse é o grande ponto da questão”, avaliou.

 

Para ficar na memória

Sem poder levar a pequena filha Ana Beatriz, de quatro anos, Eduardo espera que o herdeiro aproveite e tenha experiência semelhante a que ele teve na França. “Eu fiquei impressionado como uma Copa do Mundo mobiliza o povo. Achei que esse negócio só acontecia no Brasil. Quando a França foi campeã, eles comemoraram durante uma semana”, lembrou.

 

Missão: cativar a torcida

Contemporâneo de Romário, Ronaldo e Cia., Eduardo Vasconcelos acredita que uma das missões da seleção neste período é resgatar o orgulho de torcer pela amarelinha. “A criançada de hoje em dia anda desanimada com a seleção brasileira. Eu tenho 35 anos, e se pegar por base minha infância, curtíamos muito mais a seleção. Eles não viveram aquela fase”, explicou.

 

Seu filho é um dos descrentes no sucesso da seleção brasileira na atualidade. “Ele torce, sim, mas não tem aquela empolgação. Ele e eu somos vascaínos, mas nem seleção brasileira e nem Vasco tem dado alegria pra nós. Não vejo problema em ele não torcer para o Brasil”, brincou o pai. “Nos últimos anos o nível técnico do Brasil não é o mesmo de outras seleções”, alfinetou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado