O mundo dá voltas. Esse ditado cabe bem aos jovens Henrique e Leandro. Em comum, apenas o local de nascimento: o Distrito Federal. 2013 prometia ser o ano para Henrique se firmar em um time profissional, como titular, após ser escanteado pelo São Paulo, clube em que atuou desde a base. Enquanto Leandro era preterido por Vanderlei Luxemburgo, no Grêmio, e virou moeda na negociação do tricolor gaúcho para ter Barcos.
Em sua chegada ao Glorioso no dia 8 de janeiro, Henrique pedia mais oportunidades como titular: “Penso em ajudar dando o máximo dentro de campo para conquistar tudo que o Botafogo quer. O que quero é sequência para mostrar meu futebol, fazer o que mais amo, e dar muitas alegrias à torcida.”
Três meses depois e o que se vê é Henrique como quarta opção do técnico Oswaldo de Oliveira. Antes dele, estão Bruno Mendes, Rafael Marques e Vitinho. E pior para Henrique é que o treinador tem preferência por usar só um atacante – motivo pelo qual Loco Abreu saiu.
Nada como o esperado
Para complicar ainda mais a situação de Henrique, o Botafogo é o único entre os grandes do Rio de Janeiro que vem vencendo e convencendo. Na vitória por 2 x 0 sobre o Olaria, o jovem Vitinho entrou e fez dois gols. Antes, Rafael Marques era cobrado pela torcida do Fogão. Agora,caiu nas graças e é elogiado pela massa do Alvinegro.
Mudança geral
Até mesmo quando se fala de seleção brasileira, a vida dos brasiliense Henrique e Leandro mudou. O jogador contratado pelo Botafogo colecionou passagens pelas categorias de base da trupe tupiniquim. Inclusive, há dois anos, quando Ney Franco era o comandante, o ex-atacante do São Paulo foi artilheiro do Mundial Sub-20 e eleito o melhor do torneio. Agora, quem brilha é Leandro. Sábado, fez um contra a Bolívia.