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Futebol

500 dias para a Copa

Arquivo Geral

28/01/2013 9h12

Marcus Eduardo Pereira

marcus.eduardo@jornaldebrasilia.com.br

 

 

A partir de agora ficará mais fácil fazer a contagem regressiva para o início da Copa do Mundo 2014. Hoje, o País fica a exatos 500 dias de receber pela segunda vez o maior evento futebolístico a nível mundial. Paralelamente aos motivos para comemorar, isso significa que a menos de um ano e quatro meses todas as reformas e preparativos para o grande evento esportivo devem estar prontos – inclusive para recepcionar os turistas que devem invadir o Brasil, incluindo a capital federal.

 

Não por menos, quem passa pela frente do Estádio Nacional Mané Garrincha, esteve nos últimos tempos no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek ou observa vários canteiros ao longo do Plano Piloto deve se perguntar: será que tudo estará pronto a tempo para a Copa do Mundo?

 

De hoje até quinta feira, o Jornal de Brasília traça um mapa detalhado do que tem sido feito para abrigar a competição organizada pela Fifa. Das obras – atrasadas ou não – até as figuras anônimas que pretendem lucrar com o maior evento esportivo do mundo, a reportagem mostra a movimentação de quem será responsável pelo seu bem estar. 

 

No primeiro dia da Série, você confere levantamento de como está a capital do País a 500 dias da competição. Visitamos e entrevistamos responsáveis pelos setores hoteleiro, aeroporto e, claro, o Estádio Nacional Mané Garrincha. 

 

Veja também em que pé estão as outras 11 sedes. Ontem, o Estádio Castelão, em Fortaleza, foi o primeiro a receber uma partida após o processo de modernização.

 

Hotéis

14 mil quartos registrados: A hotelaria brasiliense tem um fluxo muito interessante e completamente diferente das demais cidades turísticas do País.  A movimentação maior ocorre entre os períodos de terça a quinta-feira, por ser o centro político do País. “O fluxo de executivos e eventos do governo se concentram nesses dias”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF), Helder Carneiro. Para o período da Copa do Mundo, a rede hoteleira deve contar com 14 mil quartos de hotéis filiados a ABIH-DF. O número é suficiente para suportar cerca de 23 mil  pessoas. Atualmente, a rede hoteleira filiada conta com nove mil quartos por todo o Distrito Federal e até dezembro cerca de 900 novos dormitórios deverão ficar prontos. “Existem hotéis sendo construídos em todos os lugares de Brasília”, garante o presidente.

 

 

Aeroporto

Investimento de R$ 750 milhões:  A empresa responsável pelo Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek tenta contornar os problemas que uma reforma sempre causa. Nos meses de dezembro e janeiro, de alta temporada, a prioridade são as obras que causam menos transtorno na movimentação do aeroporto. Reformas nos terminais já existentes começaram e estão em estágio avançado. As obras externas do novo pátio de aeronaves, por exemplo, não causam grandes alterações e seguem normalmente, com o local devidamente cercado.  Para a Copa do Mundo, o consórcio trabalha na reforma total dos terminais 1 e 2 e na construção do novo pátio,  totalizando 28 pontes de acesso aos aviões. A promessa é que as obras de expansão aumentarão a capacidade de cerca de 16 milhões de passageiros para 20 milhões até 2014.

 

 

Estádio Mané Garrincha

O mais caro do País:  O estádio Mané Garrincha é a grande vedete do governo do Distrito Federal. A principal obra para a Copa do Mundo teve alguns problemas para poder seguir conforme o cronograma, mas o tempo será hábil para entregar o palco já para a primeira partida da Copa das Confederações, torneio que acontecerá no meio deste ano. O jogo de estreia está marcado para o dia 15 de julho entre Brasil x Japão. Atualmente o estádio ultrapassa os 90% de obras concluídas. No momento, os operários trabalham no içamento dos cabos para terminar a cobertura. Na sequência, o estádio deverá receber os 71 mil assentos e também a instalação do gramado, tudo isso programado para março deste ano, três meses antes da Copa das Confederações. O investimento no palco da abertura da Copa das Confederações é de R$ 1,015 bilhão.

 

 

Mobilidade Urbana

VLT cancelado para a Copa:  Os problemas de mobilidade urbana que Brasília passa aumenta conforme o passar dos anos. A precariedade do sistema de ônibus, além do metrô que funciona pela metade, é uma questão que não deve ter maiores soluções até a Copa do Mundo. A mais importante obra, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligaria o aeroporto ao terminal rodoviário da Asa Sul, passando por toda a extensão de toda a W3, foi uma das 13 obras que não farão parte do projeto do governo. A obra está embargada pela Justiça Federal desde setembro de 2010 por suspeitas de irregularidades. A situação foi contornada com a criação de faixas exclusivas para ônibus na própria W3, mas os órgãos responsáveis admitem que não será o suficiente para desbloquear as vias.

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