Menu
Futebol

30 anos de saudade

Arquivo Geral

20/01/2013 11h40

Petronilo Oliveira

petronilo.oliveira@jornaldebrasilia.com.br

 

Qual é o amante do futebol e de uma boa história que nunca viu ou ouviu falar em Manuel Francisco dos Santos? Talvez pelo seu nome de batismo seja difícil alguém se lembrar. Entretanto, quando se falam dois de seus principais apelidos, não há quem não se recorde. Mané Garrincha ou o Anjo das Pernas Tortas. Agora, sim, você certamente sabe de quem se trata. Hoje, a alegria e o futebol completam 30 anos sem o maior driblador e gozador do planeta Terra. Isso porque, em 20 de janeiro de 1983, vítima de um edema pulmonar e de problemas com o álcool, o Brasil ficou de luto ao perder um dos maiores personagens de sua história.

 

Assim como a maioria dos jogadores de futebol brasileiros, Mané era de origem humilde. Nasceu na pequena cidade de Pau Grande, distrito de Magé, no Rio de Janeiro. O apelido Garrincha foi colocado por um de seus quinze irmãos, em referência ao assobio que Manuel fazia, imitando um pássaro comum da região. Depois de brincar bastante com a bola em sua cidade quando garoto, Mané Garrincha foi parar no Botafogo. Lá, ele construiu toda a sua indisciplinada e, ao mesmo tempo, encantadora carreira. 

 

Histórias não faltam com relação ao moleque que só queria saber de driblar, brincar e beber. Na hora do deguste, ele não economizava no teor alcóolico, especialmente a cachaça. Encantando o mundo inteiro com a bola nos pés e o jeitão humilde, porém despojado, Garrincha era querido até mesmo por flamenguistas, tricolores e vascaínos.

 

E o pássaro das pernas tortas tomou um energético, criou asas e foi disputar Mundiais pela seleção brasileira. Nos torneios internacionais, o técnico Vicente Feola e o lateral-direito Nilton Santos tentavam passar orientações a respeito de como deveria agir Mané. Mas ele ignorava. “Para mim, todo mundo é João. Eles que pensem em me parar”, divertia-se.

 

E nas Copas de 1958 e, principalmente, de 1962, Garrincha humilhou. Sem Pelé, contundido, foi ele o craque do bi mundial.

 

Curiosidades

 

Pernas tortas

Uma das características marcantes que envolvem a figura de Garrincha relaciona-se a uma distrofia física: as pernas tortas. Sua perna direita, seis centímetros mais curta que a esquerda, era flexionada para o lado esquerdo, e a perna esquerda apresentava o mesmo desenho.

 

Vida amorosa

Garrincha casou-se com Nair, namorada de infância, com quem teve nove filhas – Tereza e Nadir já estão falecidas. Separou-se de Nair e foi casado com a cantora Elza Soares por 15 anos, de 1968 a 1983. Os dois tiveram um filho, Manuel Garrincha dos Santos Júnior, morto aos nove anos num acidente automobilístico. Garrincha também é pai de um filho sueco: Ulf Lindberg, fruto de um relacionamento com uma sueca da cidade de Umeå, durante uma excursão do Botafogo à Europa em 1959.

 

Leia mais na edição digital

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado