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Melatonina, a Rainha da Orquestra

Se tivéssemos que escolher a rainha da orquestra hormonal do corpo, essa, sem dúvidas, seria a melatonina.

Melatonina, a Rainha da Orquestra

Ela quem realiza a ponte entre nossa fisiologia e os ciclos dos dias, anos, estações, chamado de ciclo circadiano. Produzida na glândula pineal, a “sede da alma” como pensava Rene Descartes (1662 dC).

Sua descoberta data de 1958, por Aaron Lerner, que também mostrou que seus níveis variavam de acordo com a luminosidade, sendo bastante produzida após escurecer e cessando rapidamente após o clarear do dia. Sua importância é vital, garantindo a ritmicidade dos eixos neuroendócrinos, imunológicos e sexuais.

Sendo, portanto, uma peça chave na forma como envelhecemos. Imperativa para todos aqueles que desejem envelhecer melhor sua absoluta prioridade, não bastando, muitas vezes, apenas sua suplementação, mas uma verdadeira higiene do sono, com a finalidade de garantir a produção em níveis ótimos dessa maestra.

O sistema nervoso central atua como peça chave na regulação e liberação do hormônio através de um complexo mecanismo de feedback envolvendo o núcleo supraquiasmático, esse sim, o compasso chefe dos processos neuroendócrinos, nos mostrando como o corpo atua em uma complexa interação entre sistemas, hormônios e mecanismos regulatórios.

Com estudos mais recentes descobrimos que a produção de melatonina não acontece apenas na pineal, retina, intestino e plaquetas também a fazem. Com receptores espalhados por praticamente todas as células do organismo e nenhum efeito adverso com suplementação em altas doses, vemos que quando pensamos em uma medicina voltada não para doença, mas para saúde, manter níveis adequados circulantes é mais do que importante, é vital.

Não é por obra do acaso que ao nos depararmos com doentes crônicos, seja por insuficiência cardíaca, seja por fibromialgia ou artrite reumatoide, é bastante comum não terem boas noites de sono. Hoje já sabemos que uma noite de sono mal dormida ativa regiões de nosso código genético responsáveis pelo monitoramento do surgimento de células cancerígenas. Ou seja, quanto mais estudamos, mais vemos que nossa saúde começa pelo sono, esse estando aquém do que precisamos irá descarrilhar consequências em todas células do nosso organismo.
Pensemos então, hoje quando formos dormir, “como está minha melatonina?”

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