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Revista de moda ELLE proíbe peles de animais em todas as edições

As 45 edições dessa revista com 75 anos de história assinaram um documento se comprometendo a excluir as peles de animais

Foto: AFP

Para “incentivar uma indústria da moda mais humana”, as peles de animais desaparecerão das páginas e meios digitais de todas as edições da ELLE, anunciou a revista nesta quinta-feira (2), somando-se a uma tendência crescente no setor do luxo.

ELLE é a primeira grande revista do setor que anuncia essa medida a nível mundial, proibindo as peles naturais não só em seu conteúdo editorial, mas também em seus espaços publicitários.

“Não podemos manter um discurso de um lado e ganhar dinheiro do outro, em direções completamente opostas”, explicou à AFP sua diretora internacional Valeria Bessolo Llopiz, após fazer o anúncio durante uma conferência organizada pela revista digital The Business of Fashion em Chipping Norton, no centro da Inglaterra.

Do México à Austrália, passando pelo Japão e Estados Unidos, as 45 edições dessa revista com 75 anos de história, que reivindica 33 milhões de leitores e cem milhões de visitantes por mês em suas 55 plataformas digitais, assinaram um documento se comprometendo a excluir as peles de animais.

Em 13 delas a medida já é efetiva, 20 a aplicarão a partir de 1º de janeiro e o restante no início de 2023.

E embora algumas versões da revista tenham hesitado mais do que outras para aceitar a proibição na publicidade, este setor não representa um grande volume de renda, segundo Bessolo Llopiz.

“Há cada vez menos ofertas”, afirma, lembrando que “muitas marcas abandonaram as peles há anos”.

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“Estamos em uma nova era e a geração Z, que representa o objetivo dourado da moda e do luxo, tem grandes expectativas em termos de sustentabilidade e ética”, acrescenta.

Celebrando a decisão, PJ Smith, responsável para moda da ONG Human Society International, disse esperar “que outras revistas de moda sigam seu exemplo”.

“Este anúncio provocará uma mudança positiva em toda a indústria da moda e tem o potencial de salvar muitos animais de uma vida de sofrimento e uma morte cruel”, afirmou Smith no evento da Chipping Norton.

Já a diretora da PETA UK, Elisa Allen, disse à AFP que confia que outras revistas, como Vogue, InStyle ou Cosmopolitan, “em breve se juntarão a essa política para sua publicidade”.

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Nos últimos anos, sob pressão dos animalistas, o mundo da moda começou a se afastar das peles de animais.

O uso está proibido em passarelas menores como Amsterdã, Oslo, Melbourne e Helsinki, que também descartou o couro.

Mas as grandes, como Paris, Milão e Nova York, deixam a decisão para cada marca.

©️ Agence France-Presse

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