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Moda e Beleza

Quem realmente entendeu o tema e brilhou no Met Gala 2026

Com o tema “Costume Art” e o dress code “Fashion Is Art”, a edição deste ano premiou quem foi além do glamour e transformou moda em narrativa visual

Alexya Lemos

05/05/2026 8h55

met gala 2026

Heidi Klum. Foto: AFP

A escadaria do Metropolitan Museum of Art voltou a ser o epicentro da moda mundial na noite desta segunda-feira (4), durante o Met Gala. Com a exposição “Costume Art” e um dress code que pedia “Fashion Is Art”, a proposta deste ano exigia mais do que vestidos exuberantes: a missão era pensar o corpo como obra, a roupa como linguagem e a moda como manifesto. E, desta vez, boa parte dos convidados pareceu realmente entender o recado.

Entre os nomes que mais traduziram o conceito da noite, alguns se destacaram não apenas pela execução estética, mas pela coerência com a proposta curatorial do evento.

Heidi Klum
Conhecida por levar transformações performáticas para o tapete vermelho, Heidi apareceu praticamente irreconhecível ao surgir como uma escultura viva de mármore. O visual, criado em tons de gesso envelhecido, reproduzia a textura de pedra e drapeados esculpidos, em referência a obras clássicas como The Veiled Vestal, do escultor Raffaele Monti.

the 2026 met gala celebrating "costume art" arrivals
Heidi Klum. Foto: AFP

Emma Chamberlain
Um dos looks mais comentados da noite veio de Emma Chamberlain, que surgiu com um vestido sob medida da Mugler com acabamento pintado à mão. A peça explorava transições de cor e textura que lembravam pinceladas sobre tela, transformando o corpo em suporte artístico, uma leitura direta e sofisticada do tema.

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Emma Chamberlain. Foto: AFP

Lisa
A integrante do BLACKPINK apostou em um vestido criado por Robert Wun que buscava dialogar com a tradição escultórica. Com braços idênticos aos seu segurando um véu sobre sua cabeça em uma construção quase arquitetônica, o look foi descrito pela própria Vogue como uma ponte entre moda e arte clássica.

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Lisa. Foto: AFP

Sabrina Carpenter
A cantora surgiu em um vestido da Dior criado por Jonathan Anderson, feito de fitas de película do filme clássico de Hollywood Sabrina, estrelado por Audrey Hepburn. A peça incorporava referências diretas ao cinema, transformando figurino e memória cinematográfica em uma obra vestível.

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Sabrina Carpenter. Foto: AFP

Kendall Jenner
Em seu décimo-segundo Met Gala, Kendall apareceu em um look criado por Zac Posen inspirado na Vitória de Samotrácia, uma das esculturas mais emblemáticas da arte antiga. O movimento do tecido recriava a imponência da obra grega, entregando uma interpretação literal, mas altamente eficiente da proposta.

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Kendall Jenner. Foto: AFP

Bad Bunny
Talvez uma das leituras mais conceituais da noite tenha sido a de Bad Bunny. Com próteses que simulavam o envelhecimento da pele e traços faciais alterados, o artista se conectou diretamente a um dos eixos da exposição: o corpo envelhecido. O resultado foi um dos visuais mais debatidos do evento.

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Bad Bunny. Foto: AFP

Chase Infiniti
Em sua estreia, Chase Infiniti, estrela de “Uma batalha após a outra”, apostou em um vestido coberto por mais de um milhão de paetês, inspirado na escultura Vênus de Milo. O efeito trompe-l’oeil e a composição cromática fizeram do look uma das imagens mais fortes da noite.

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Chase Infiniti. Foto: AFP

Nas redes sociais, o consenso foi raro: para muitos fãs e especialistas, esta foi uma das edições mais comprometidas com o tema nos últimos anos, com menos escolhas “seguras” e mais propostas autorais. A sensação geral era de que, desta vez, as celebridades realmente fizeram o dever de casa.

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