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As pessoas precisam lembrar de escola como um lugar de prazer e crescimento, declara Georgya Correa

Em entrevista para Francesco Pellegatta, a profissional de ensino Georgya Correa debateu vários temas relacionados ao ensino no Brasil no período de pandemia, entre eles, o ensino à distância nas escolas.

As pessoas precisam lembrar de escola como um lugar de Prazer e crescimento, declara Georgya Correa

O psicólogo Francesco Pellegatta entrevistou nesta quarta feira, 8 de setembro, a profissional de educação Georgya Correa. Com um currículo invejável na área de educação, a diretora da escola Teia Multicultural e Co-fundadora da ETEC Asas Educação, é referência em sua área de atuação. Em 2016 sua escola recebeu o reconhecimento do MEC como instituto de referência e criatividade em educação básica do Brasil. Em 2017, após uma seleção mundial de escolas, recebeu o título honorário de inovação e interdisciplinaridade pela Education Cities, concorrendo como finalista com 10 instituições de ensino.

A educação, tema central da Live, é um assunto que abrange muitas questões, principalmente nos tempos de pandemia. Como as instituições de ensino estão lidando com esta questão tão delicada e que assola toda a população.

A volta às aulas de forma presencial foi a pergunta inicial feita à educadora. E em resposta Georgya disse que ninguém esperava que o caos da pandemia fosse durar tanto tempo e que as crianças se acostumaram a esta nova rotina. Em suas palavras, a escola precisa se preparar para este retorno, não somente de forma física, em sua estrutura, mas também emocionalmente para receber estas crianças. Para escola, um dos trabalhos é reestabelecer o vínculo com a crianças e jovens. Além dos conteúdos e da pandemia ainda ser uma realidade, é preciso que escola esteja preparada com relação às normas de segurança.

Sobre a atuação do Estado, a educadora contou que o órgão age de maneira geral, estabelecendo diretrizes a todas as instituições de ensino, mas que com relação à rotina de uma instituição, as diretorias de escolas são mais próximas e atuantes. Declarou que as escolas ficaram em um lugar muito difícil, delicado, pois a criança precisa da estabilidade, da escola e do aprendizado para seu desenvolvimento.

O formato EAD, de ensino à distância, foi um dos assuntos abordados nesta conversa e Georgya declarou que houveram pontos positivos, mas que o formato de aulas para crianças da faixa etária de 4, 5 anos de idade foi mais difícil, pois não existe um método voltado para estas idades e que o tempo de aulas online é uma dificuldade, em sua visão é preciso um trabalho em conjunto pautado na criatividade e que o apoio dos pais é de extrema importância. Os resultados são positivos, mas existem grandes dificuldades, já que os pais não têm condições, já não possuem a bagagem e o conhecimento técnico de um professor.

É preciso criar estratégias para todos. Esta frase da educadora define o cenário atual quando se trata da metodologia de ensino nos dias atuais. É preciso criar estratégias para os mais variados tipos de alunos, pois muitos tem dificuldade no aprendizado, outros por assimilarem o conteúdo mais facilmente.

Pellegatta também questionou a educadora sobre a evasão de alunos no cenário atual. Georgya pontuou que o ensino ao longo dos tempos ficou muito pautado na forma de fixação. E não na inclusão, por se tratar de memória e também por privilegiar um tipo de inteligência, já que as inteligências são múltiplas. Diante disso o aluno se sente excluído. Pontou ainda que as pessoas precisam lembrar de escola como um lugar de prazer, de crescimento e criatividade. Ela ainda ressalta que com a pandemia o problema será maior, pois a questão não foi resolvida, apenas desvelada e portando a evasão será maior.

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Perguntada como ela avalia a escola e sua evolução dentro da educação, Georgya pontua que a sociedade mudou, as crianças mudaram. É preciso trabalhar o “eu e o outro”, as formas de se relacionar e a parte ética, de direitos humanos, de valores universais e do cuidado com o outro. Precisamos olhar para o desenvolvimento das habilidades emocionais.

Francesco Pellegatta também perguntou à entrevistada sobre a origem de sua escola, a Teia Multicultural. Neste momento Georgya contou sobre a influência de seu pai, diretor de teatro. Seu teatro se chamava O Teia. Sua escola tem muitas influências das artes e do autoconhecimento. Ela foi atriz e trabalhou com seu pai e daí a origem do nome. Sobre o método de ensino, o objetivo é preparar as crianças para o futuro, que cada um seja o que quiser ser. O trabalho com percepções e sentimentos baseado no autoconhecimento são bases para a metodologia de ensino na Teia Multicutural.

Assista a live completa

A live também está disponível no canal de Francesco Pellegatta no Instagram.

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