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Francesco Pellegatta realiza Live sobre leitura em parceria com Jornal de Brasília

O psicólogo Francesco Pellegatta transmitiu em seu Instagram nesta última segunda feira, um debate sobre leitura com os escritores Antônio Roberto Gerin, Renata Denbogurski e Thaís de Mendonça

Francesco Pellegatta realiza Live sobre leitura em parceria com Jornal de Brasília

Que a leitura é de suma importância, todos sabemos que sim. Mas quais incentivos são feitos na área literária? E como o hábito de ler pode impactar a vida de tantos jovens brasileiros? Para debater este assunto tão importante, a Live promovida por Francesco Pellegatta e o Jornal de Brasília convidou três especialistas na área literária para um debate acerca deste assunto, os escritores: Antônio Roberto Gerin, Renata Denbogurski e Thaís de Mendonça.

Por que as pessoas pararam de ler? Pellegatta abriu a roda de conversa abordando esta questão com os entrevistados. Renata se posicionou dizendo que não existe um diálogo acerca do assunto, que o lançamento de um livro pro exemplo não é notícia, não vira “meme”. Já Roberto enxerga a situação como parte da desorganização social e política pela qual o Brasil vem passando pelos últimos anos. Ressaltou ainda que as repostas precisam ser buscadas em alguns setores da sociedade, como a escola, a família e nas políticas públicas.

O psicólogo perguntou aos entrevistados quando e como foi o primeiro contato com a leitura. Renata relatou que seu contato com a leitura e a escrita foi muito cedo e atribuiu este “encontro” aos seus bons professores. Relembrou seu primeiro contato com a literatura, o livro Fogo No Céu – Mari França. Contou também que na escola que estudou, havia muito estímulo à leitura, assim como em sua família. Denbogurski revelou que nos dias atuais faz oficinas de leituras em parcerias com colégios. Para Roberto, os livros surgiram naturalmente, relembrou sua infância no interior do Paraná, em que teve contato com os livros em uma festa de igreja, ganhou seu primeiro livro de presente do seu pai. Começou a ler aos dez anos de idade e discursou em um evento escolar, desde este período os livros passaram a fazer parte de sua vida. Gerin também exaltou seus professores, que lhe apresentaram a literatura clássica e a importância de ter mestres empenhados a apresentar ao aluno este novo universo. Já Thaís, filha de professora de português, teve seu contato muito cedo, pois em sua casa havia uma biblioteca. Sua primeira leitura foi aos cinco anos de idade, um livro escrito a mão com letra cursiva.

Os escritores também foram perguntados sobre como se relacionam com os jovens. Renata disse que faz parte deste universo. A escritora levantou a questão do diálogo com os jovens, para a criação do hábito da leitura, isso com a ajuda dos pais. É preciso despertar o gosto pela leitura. Já Thais de Mendonça, além de escritora, é também professora de universidades e ministra oficina de textos e enxerga certa dificuldade nos jovens com relação de conhecimento e cultura. Renata, neste ponto, ainda citou a falta de incentivos e impostos com relação ao processo de venda de obras literárias. Roberto falou sobre sua experiência com o teatro e suas filhas, que são jovens. Citou a classe média brasileira, que tem como hábito comprar livros para os filhos, mas em contrapartida, não possuem o hábito da leitura. Ressaltou ainda que não há no Brasil o ambiente da leitura, por sua política e também por suas características de um país tropical.

Francesco ainda abordou a rapidez de informações contidas na internet e que esta velocidade imposta à maneira de consumir conteúdo nos dias atuais minou a cultura do livro. Renata comparou o livro impresso ao vinil, por se tratar de uma experiência única vivenciada pelo leitor. Sobre este cenário atual Thais pontuou que em certo momento, achava que fosse substituir a leitura impressa pela digital, mas que são experiências distintas. O produto físico remete uma companhia, é o afeto pelo livro. Já Gerin, se posicionou dizendo que não é possível ignorar a tecnologia e suas benesses. Traçou um paralelo entre os dois mundos e que ler um livro, faz parte de um ritual.

Outra pergunta feita na live sobre educação foi sobre a função da leitura no desenvolvimento humano. Denbogurski disse que o livro tem o papel de abrir a consciência e também o coração. Para ela o ato de ler é vivenciar novas experiências e ser transportado para um outro mundo. Já para Thaís, a literatura é um entretenimento que transcende a cultura. Ela diverte e deve ter a capacidade de abstração. Para Roberto o livro é o melhor olho para se enxergar a realidade.

Para finalizar, os escritores falaram sobre suas últimas obras. Renata Denbogurski é autora Virkadaz, que aborda temas como a teoria quântica, rachaduras no tempo, mundos alternativos e desconhecidos. Já Roberto é autor de O Voo da Pipa que relata a época de pandemia, as dores da perda e tem como protagonista um senhor que perde sua esposa. Thais, em sua obra – A Vida em Primeira Pessoa – retrata a vida de uma jovem jornalista e os bastidores da imprensa.

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A live EducaAção é um projeto de Francesco Pellegatta em parceria com o Jornal de Brasília. Você pode acompanhar este debate literário no Instagram do profissional em psicologia.

Confira a íntegra da live

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