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Retrospectiva 2017: Tolerância e respeito nos palcos candangos

Arquivo Geral

31/12/2017 7h00

Atualizada 29/12/2017 19h56

Cena Contemporânea trouxe debate sobre raça, gênero e política por meio de 22 espetáculos nacionais e gringos. Foto: Divulgação

Larissa Galli
cultura@grupojbr.com

De agosto a setembro, os palcos do Distrito Federal receberam a 18ª edição do Festival Cena Contemporânea. Foram 22 espetáculos, sendo cinco internacionais e 16 brasileiros, que chegaram à capital federal para falar de tolerância, liberdade racial, gênero, política e respeito às diferenças. Além disso, propôs uma reflexão sobre ética, violência, poder.

Espetáculos de países como Espanha, França, Colômbia, África do Sul e de diversos estados brasileiros dividiram os palcos na maior mostra de teatro e dança da região central do Brasil. A abertura ficou por conta da encenação de Black Off, espetáculo sul-africano que aborda o pensamento racista como construção histórica. Montagens de grandes encenadores brasileiros como Aderbal Freire-Filho, Grace Passô e Georgette Fadel também fizeram parte da programação do evento.

Com curadoria de Alaor Rosa, o festival deste ano se caracterizou por trazer à tona temas que afligem o ser humano. “A curadoria tem olhar atento ao que está acontecendo em Brasília, no Brasil e mundo. Estamos nos pautando principalmente pela política e igualdade de direitos para as minorias”, explicou Alaor, em entrevista ao JBr. antes da estreia. A presença feminina também foi um critério importante para compor a programação do festival. “Fizemos questão de trazer peças feitas por mulheres que falam sobre mulheres”, afirmou o curador. “É preciso fazer isso para falar sobre machismo e igualdade de direitos como propomos”, completou.

BR-Trans

Antes disso, também para falar de respeito às diferenças, o espetáculo BR-Trans ficou em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil entres os meses de abril e maio. “Afeto, violência, superação, solidão e luta”. Foi assim que o ator cearense Silvero Pereira definiu BR-Trans. O monólogo retratou a vida marginalizada e excluída de travestis, transexuais e artistas transformistas brasileiros.

Com direção da gaúcha Jezebel de Carli, a ideia de abordar conflitos reais surgiu a partir de uma pesquisa de quatro anos feita nas ruas de Porto Alegre (RS). Por meio de muita música ao vivo, jogo de cena e um processo de atuação profunda, BR-Trans desconstruiu histórias sobre marginalidade, medo e sofrimento para os brasilienses.

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