Eu estava aqui na Faria Lima, numa daquelas mesas de esquina onde São Paulo finge que tem charme, tomando o meu café com calma, quando meu contato na produção cinematográfica me ligou com o coração quentinho: o rei do samba estava em Xerém, gravando participação especial na cinebiografia da própria vida. Larguei a xícara, peguei o caderno e já virei coluna.
O filme se chama “Deixa a Vida Me Levar” e percorre a trajetória de Zeca Pagodinho desde a juventude até a consolidação como um dos maiores artistas da música popular brasileira. As filmagens aconteceram em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, região que carrega um peso afetivo enorme para a narrativa do cantor. Zeca acompanhou as gravações pessoalmente, participou de cenas especiais e ainda encontrou o seu amigo de longa data Antônio Pitanga por lá. A produção recriou momentos do cotidiano popular que ajudaram a construir quem ele é.

A direção é de Silvio Guindane, com produção de Marco Altberg da Indiana Produções, roteiro de Roberto Faustino, patrocínio da Ambev e da Naturgy, distribuição da Paris Filmes e coprodução de Claro, Riofilme e FSA/Ancine. As filmagens começaram em 4 de maio e têm duração prevista de cinco semanas. Xerém não foi escolhida por acaso: a região integra, de forma afetiva e simbólica, a história que o filme quer contar.
Zeca Pagodinho presente nas gravações da própria cinebiografia, em Xerém, ao lado de Antônio Pitanga, numa tarde de segunda qualquer de maio. Isso aqui chama de arte, de memória e de respeito, gente. Que esse filme chegue logo nas telas porque eu preciso levar lenço.