A manhã ainda estava fresca aqui no Cosme Velho quando a TV na sala trouxe a notícia: o cantor Zau O Pássaro havia morrido num acidente de carro na Bahia. Eram pouco mais de oito horas, o café mal estava pronto, e aquela informação parou tudo.
Izac Bruno Coni Silva, o Zau O Pássaro, tinha 27 anos e morreu depois que o veículo em que seguia de volta a Salvador bateu na lateral de um caminhão parado no acostamento da BR-116, na altura de Feira de Santana, segundo a Polícia Rodoviária Federal. O artista havia acabado de fazer uma apresentação com casa cheia em Barreiras, no oeste baiano, horas antes. Três pessoas que estavam no carro sobreviveram, mas uma segue em estado gravíssimo na UTI.

Natural de Conceição do Almeida, no Recôncavo Baiano, Zau começou a carreira com outro nome, Zau Kannário, até uma disputa judicial com o cantor e ex-deputado Igor Kannário forçar a mudança. Em março deste ano, assinou contrato com a Som Music, passo decisivo numa trajetória que vinha ganhando tração. No pré-carnaval de Salvador, subiu no trio de Xanddy Harmonia para cantar “A Música do Carnaval”, composição sua que os dois gravaram juntos no início do ano. Era a vitrine que ele esperava.
As homenagens começaram ainda ao longo de segunda. Xanddy publicou os bastidores da gravação e escreveu com cuidado sobre o parceiro de música. Carla Perez, nos comentários, afirmou que ainda não conseguia acreditar. A Som Music emitiu nota de pesar e ressaltou a memória do artista. O produtor Jadson Silva, em entrevista à TV Subaé, disse que a esposa de Izac estava muito abalada. O sepultamento está marcado para esta terça-feira (5) em Conceição do Almeida.
Zau O Pássaro tinha 27 anos, show esgotado na véspera e uma gravadora nova assinada há dois meses. O pagode baiano perde um nome que mal havia chegado onde ia chegar.