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Kátia Flávia
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Wogue estreia carreira solo com single autoral e clipe gravado em Itaipava

Cantora e produtora carioca lança “A vida vai pra cima” no dia 3 de julho, assina a direção criativa do projeto e apresenta clipe gravado na Região Serrana do Rio de Janeiro

Kátia Flávia

02/07/2026 18h15

Wogue estreia oficialmente a carreira solo com o single "A vida vai pra cima" e apresenta um clipe gravado em Itaipava. A artista assina a composição, participa da produção musical e desenvolveu todo o conceito visual do projeto.

Wogue estreia oficialmente a carreira solo com o single “A vida vai pra cima” e apresenta um clipe gravado em Itaipava. A artista assina a composição, participa da produção musical e desenvolveu todo o conceito visual do projeto.

A cantora e produtora carioca Wogue estreia oficialmente nesta quinta-feira (3) com o single autoral “A vida vai pra cima”, em parceria com Rodrigo Auad e produção da OffStep. E a coluna já avisa: tem gente que demora dois anos para terminar um clipe. Outra demora dois anos para devolver uma ligação.

Eu estava na minha casa, no Cosme Velho, ainda de roupão, tentando resolver umas três coisas ao mesmo tempo, quando a Rosana me ligou toda afobada dizendo que tinha uma estreia de peso para contar antes que a notícia se espalhasse. Já coloquei o café para passar e liguei o modo colunista. Porque, quando ela usa esse tom de voz, eu sei que vem história boa.

Depois de cerca de três anos entre as primeiras gravações e a versão final, Wogue lança o clipe de "A vida vai pra cima", gravado no Parque Municipal de Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Depois de cerca de três anos entre as primeiras gravações e a versão final, Wogue lança o clipe de “A vida vai pra cima”, gravado no Parque Municipal de Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

A novidade é a estreia oficial de Wogue, multiartista carioca que já vinha chamando atenção no circuito independente. No dia 3 de julho, ela lança “A vida vai pra cima”, seu primeiro trabalho da carreira solo, distribuído pela OffStep. A música nasceu em parceria com Rodrigo Auad, conhecido por seu trabalho na cena alternativa, e aposta em uma mistura de pop com rap melódico, trazendo uma sonoridade moderna sem abrir mão da identidade da artista.

O mais interessante é que Wogue participou praticamente de todas as etapas do projeto. Além de assinar a composição da faixa, ela esteve envolvida na produção musical, desenvolveu o conceito visual e ainda assumiu a função de stylist, construindo uma identidade estética que conversa diretamente com a mensagem da música.

E o bastidor merece um capítulo à parte. O videoclipe foi gravado no Parque Municipal de Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e levou cerca de dois a três anos entre as primeiras filmagens e a versão final. Em uma das cenas centrais, Wogue aparece deslizando de patins pelo parque, tendo os grafites do espaço como pano de fundo. Segundo a equipe, o esporte acabou se tornando parte importante do processo criativo e também de equilíbrio pessoal da cantora durante esse período.

A fotografia ficou sob responsabilidade de Luiz Eduardo, que apostou em uma linguagem visual leve, colorida e cheia de movimento para acompanhar a proposta da canção.

Liricamente, “A vida vai pra cima” fala sobre reconstrução, escolhas e esperança. Em vez de seguir a fórmula das músicas produzidas para atender algoritmos, Wogue aposta em uma mensagem otimista, defendendo que o crescimento pessoal nasce das decisões tomadas diariamente.

Com participação de Rodrigo Auad e distribuição da OffStep, Wogue apresenta sua estreia solo apostando em uma mistura de pop, rap melódico e uma mensagem de reconstrução, esperança e autenticidade.
Com participação de Rodrigo Auad e distribuição da OffStep, Wogue apresenta sua estreia solo apostando em uma mistura de pop, rap melódico e uma mensagem de reconstrução, esperança e autenticidade.

Eu confesso que gosto quando um artista chega com algo para contar além da música. Hoje em dia tem muito lançamento impecável tecnicamente, mas vazio de identidade. Aqui, existe um caminho, uma narrativa e um envolvimento real da artista em cada detalhe do projeto.

O resultado é uma estreia consistente, com discurso alinhado, produção artesanal e um trabalho que mostra personalidade desde a primeira faixa. Agora, se vocês me dão licença, vou terminar meu café. E fica o convite: quando Wogue aparecer pelo Cosme Velho, a porta da coluna está aberta. Porque artista que escreve, produz, dirige o conceito e ainda coloca a mão em praticamente tudo merece conversa longa, café fresco e, quem sabe, até uma boa taça para brindar o começo dessa nova fase.

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