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Kátia Flávia
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Whindersson Nunes volta a ser processado por “Trap do Gago” e compositor cobra R$ 100 mil

Juvenal Ungarelli afirma que humorista descumpriu acordo envolvendo a música; defesa de Whindersson já sustentou que obrigação foi cumprida

Kátia Flávia

08/09/2026 12h30

Whindersson Nunes voltou a ser processado por causa da música “Trap do Gago”

Whindersson Nunes voltou a ser processado por causa da música “Trap do Gago”

Whindersson Nunes voltou a ser alvo de uma ação judicial movida pelo compositor Juvenal Ungarelli por causa da música “Trap do Gago”. O autor cobra uma multa de R$ 100 mil e afirma que o humorista descumpriu um acordo extrajudicial firmado entre as partes.

Eu ainda estava na chamada com a editora, fazendo mentalmente a lista do almoço enquanto ela fechava a última pauta, quando li que o “Trap do Gago” tinha virado processo outra vez. Tinha tomate, alface e ovo para resolver aqui em casa; do outro lado, uma música com acordo, multa e oficial de Justiça no meio.

Segundo a ação, Juvenal teria cedido de forma onerosa uma versão da canção a Whindersson. Em contrapartida, o comediante teria assumido o compromisso de lançar um single em parceria com o compositor, além de outras obrigações previstas no documento.

Eu anotei “comprar pão” no bloco ao lado do computador, mas essa história tem uma lista bem menos inocente. Juvenal afirma que o lançamento combinado não aconteceu e, por isso, pede que seja aplicada a cláusula penal de R$ 100 mil prevista no acordo.

O processo foi ajuizado em 7 de julho. Na última quarta-feira, Juvenal pediu que Whindersson fosse citado por oficial de Justiça pela 5ª Vara Cível da Regional de Madureira, depois de tentativas sem sucesso de localizá-lo por correspondência.

Não é a primeira vez que os dois chegam ao Judiciário pelo mesmo assunto. Em maio, Juvenal já havia processado Whindersson. Na ocasião, a assessoria jurídica do humorista informou que o acordo havia sido integralmente cumprido e que o compositor tinha apresentado pedido de desistência daquela ação.

Eu fechei a reunião, olhei para o relógio e pensei: quando um acordo supostamente quitado volta à Justiça poucos meses depois, é porque alguém acha que ainda tem nota pendente nessa mesa. E, desta vez, a cobrança veio com valor redondo e um pedido de citação formal.

O novo caso ainda depende da manifestação de Whindersson e da análise judicial. Até aqui, há duas versões: a de Juvenal, que diz que o combinado foi descumprido, e a defesa do humorista, que já afirmou anteriormente que todas as obrigações foram cumpridas.

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