Eu estava em casa, numa sequência de reuniões, cabelo preso porque o capitalismo não espera nem a escova acabar, quando toca o telefone. Do outro lado, a pauta: Weleda reuniu Shantal Verdelho e Ágata Moura para falar de maternidade, puerpério e amamentação.
Parei tudo. Porque, quando uma marca fundada na Suíça em 1921 decide juntar mães, especialistas e influenciadoras para uma conversa sobre os primeiros meses do bebê, a operação é menos “eventinho” e mais disputa por autoridade em um território em que toda mulher recebe palpite até da tia que nunca trocou uma fralda.
O encontro de Acolhimento Materno foi realizado em parceria com o Alta Diagnósticos. Shantal falou sobre a disposição que teve para viver intensamente o puerpério, guiada pela percepção de que aquela rotina mais pesada era passageira. Ágata trouxe sua decisão pessoal de amamentar enquanto o bebê quiser, sem vender a própria escolha como cartilha para todas.

A Barbie do autocuidado, no caso a Weleda, levou para a roda um recado que deveria vir impresso em letra gigante nos manuais de maternidade: não existe uma experiência única. E não existe prêmio para quem se esgota tentando cumprir uma expectativa alheia.
A discussão foi além da amamentação. Entraram na conta cansaço, vínculo com o bebê, necessidades das mães e os limites que frequentemente ficam em segundo plano quando o discurso da maternidade perfeita senta à mesa como se pagasse a conta.
Para a Weleda, a ação também conversa com seu posicionamento histórico: a empresa trabalha com produtos naturais e afirma adotar critérios de sustentabilidade, além de atuar no Brasil desde 1959. Com o Alta Diagnósticos, a marca colocou saúde, informação e acolhimento no mesmo auditório.
Finalmente uma conversa sobre maternidade sem transformar exaustão em medalha. Porque mãe não precisa de mais uma cobrança embrulhada em laço bege.