Mamma Bruschetta revelou um episódio de sua infância que ainda considera imperdoável. Em entrevista ao podcast Intervenção, ela contou que, aos 9 anos, colocou álcool em um pintinho e ateou fogo, dizendo que se arrepende profundamente do que fez.
Eu cheguei ao apartamento no Chiado, tirei os sapatos na entrada e fiquei em silêncio diante do relato. Tem pauta que não pede uma tirada, não pede gracejo, não pede pose: pede só que a gente escute o peso que uma pessoa diz carregar por décadas.

“Eu fiz uma coisa horrorosa, muito ruim, e que eu me arrependo até hoje. Cada vez que eu lembro, eu peço perdão a Deus”, afirmou Mamma. “Eu joguei álcool num pintinho de galinha e botei fogo. Eu matei um pintinho queimado vivo. Nunca me perdoei.”
A apresentadora contou que tentou apagar as chamas quando percebeu a gravidade da situação, mas o animal já havia morrido. “Esse é o crime que eu tinha na minha vida, eu vou levar pra Deus me perdoar”, declarou, visivelmente impactada ao relembrar o episódio.
Eu deixei a bolsa sobre a poltrona e fui até a janela, porque arrependimento verdadeiro não transforma uma coisa cruel em algo menor. Mamma não contou aquilo para fazer graça: ela descreveu uma culpa antiga, uma lembrança que ainda a incomoda quando volta.
Na conversa, ela associou a curiosidade infantil ao contato que tinha com álcool em casa. O pai costumava preparar linguiças com fogo e álcool, e Mamma disse que, depois do episódio com o pintinho, nunca mais conseguiu lidar com a imagem da mesma maneira.
Ela também contou que o pai tinha métodos duros para lhe dar lições. Depois de a menina comer várias linguiças feitas por ele, teria sido obrigada a terminar tudo o que restava, uma experiência que ela diz ter marcado sua relação com a comida preparada daquela forma.

Eu fechei a cortina devagar, porque a história é pesada demais para virar piada de internet. O que Mamma levou ao podcast foi uma confissão desconfortável, mas também uma lembrança sobre a crueldade que pode nascer de uma criança sem dimensão das consequências e continuar doendo na vida adulta.