Marvvila revelou que está sendo perseguida há meses por um homem que, segundo ela, age como se os dois fossem um casal. A cantora compartilhou áudios e mensagens atribuídos ao stalker e contou que o comportamento saiu das redes sociais e chegou aos seus shows.
Eu estava no quarto da hospedagem, mexendo no celular perto da janela, quando ouvi o áudio que ela divulgou e senti aquele frio que não tem nada a ver com o tempo nublado de Sintra. Porque isso não é declaração de fã, não é paquera e não é “exagero de internet”. É perseguição.

Em uma das mensagens, o homem afirma: “Fica tranquila. Eu estou aqui de longe cuidando de você. Você será a minha mulher, será a minha esposa!”. Marvvila disse que nunca teve qualquer relacionamento com ele e que passou a bloquear os perfis usados para tentar falar com ela.
Eu deixei o telefone sobre a cama e respirei fundo. A artista contou que, no começo, ela e pessoas próximas chegaram a tratar a situação como algo inofensivo, já que ele mandava mensagens como se os dois fossem um casal. Mas a obsessão foi crescendo, e não existe graça quando alguém inventa uma intimidade que nunca existiu.
Segundo Marvvila, o homem começou a ir aos shows levando flores, vinho, chocolate, ursos gigantes e cartas de declaração. Ele tirava fotos com a cantora e, depois, publicava ou mandava mensagens dizendo coisas como “amor, amei nossa noite”, como se tivesse vivido uma relação com ela.
Eu caminhei até a janela e fiquei olhando a rua, porque essa é a parte que precisa ficar muito clara: presente não cria vínculo, foto não cria relação e acesso a artista nenhuma dá permissão para alguém escrever um romance sozinho e tentar obrigar a outra pessoa a participar.
A cantora disse que decidiu cortar qualquer possibilidade de contato depois de receber um vídeo que chamou de “macabro”. No registro, o homem apareceria brindando sozinho em uma mesa enquanto Marvvila tocava na televisão, como se os dois estivessem vivendo uma noite romântica.

Depois dos bloqueios, ele teria passado a procurar os fã-clubes e até o pai da artista para tentar alcançá-la. Eu fechei a cortina e deixo meu veredito sem piada nenhuma: quem é alvo de perseguição não deve ser cobrado a achar “fofo”, responder ou esperar que a situação piore para colocar limite.