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Kátia Flávia
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“Violentas”: Daniel Filho confirma tretas pesadas nos bastidores de “Sai de Baixo”

Diretor revelou tensão entre Miguel Falabella e Claudia Jimenez, falou sobre saída da atriz e contou bastidores da criação do humorístico

Kátia Flávia

29/05/2026 16h44

Daniel Filho falou sobre bastidores de “Sai de Baixo” no “Sem Censura”

Daniel Filho falou sobre bastidores de “Sai de Baixo” no “Sem Censura”

Daniel Filho confirmou uma das tretas mais comentadas dos bastidores de “Sai de Baixo”, sucesso da Globo nos anos 1990. Criador do projeto, o diretor falou no “Sem Censura” sobre a relação entre Miguel Falabella e Claudia Jimenez, intérprete de Edileuza, que deixou o humorístico após a primeira temporada.

Eu estava no café no Leblon, diante da fonte que falava de bastidores de fofoca como quem negocia joia rara, quando o celular acendeu com Daniel Filho abrindo uma gaveta antiga de “Sai de Baixo”. A fonte me encarou por cima da xícara: “vai me trocar por isso?”. Não troquei, claro. Mas treta de bastidor dos anos 1990 não entra no meu telefone sem ser devidamente venerada.

No programa, Daniel disse que havia um problema entre Claudia Jimenez e Miguel Falabella. “Claudia ficou chocada. Havia um problema de Claudia com Miguel Falabella. O Miguel tinha uma intimidade total com a Claudia e dizia coisas pra Claudia que só o Miguel dizia. Eu não vou repetir porque são profundamente violentas. Era uma relação dos dois. Eu não podia me meter”, afirmou.

Claudia interpretou Edileuza na primeira temporada de “Sai de Baixo” e deixou o programa antes do segundo ano. Ao comentar a saída, Daniel afirmou que a atriz teria atribuído a decisão aos autores, mas destacou que o texto servia como base para os atores improvisarem em cena.

“Por que ela não continuou? Então, quando chegou no segundo ano, ela atribuiu (sua saída) aos autores. Mas os autores eram praticamente uma base pra gente fazer graça em cena. Tinha muito caco de todo mundo”, completou o diretor.

O humorístico estreou na Globo em 1996 e marcou a TV brasileira com personagens como Caco Antibes, Magda, Cassandra, Vavá, Ribamar e Edileuza. Gravado diante de plateia, o programa misturava texto, improviso e interação com o público, o que ajudou a transformar a atração em fenômeno popular.

Daniel também contou que a ideia de “Sai de Baixo” nasceu nos bastidores de “Confissões de Adolescente”, série que ele dirigia na TV Cultura após deixar a Globo. Segundo ele, Luis Gustavo sugeriu um projeto mais próximo do teatro, gravado uma vez por semana, para aliviar a rotina pesada de trabalho.

A formação do elenco também passou por mudanças. Marisa Orth foi uma das primeiras escaladas, enquanto Fúlvio Stefanini chegou a ser pensado para viver Caco Antibes. Hebe Camargo foi cogitada para Cassandra, papel que depois ficaria com Aracy Balabanian, e Golias poderia interpretar o porteiro Ribamar.

O projeto chegou a ser oferecido a Silvio Santos, mas foi recusado. Depois do sucesso de “Confissões de Adolescente”, Daniel retornou à Globo e conseguiu emplacar o humorístico. Miguel Falabella, inicialmente previsto apenas para escrever, acabou entrando no elenco e se tornou um dos nomes centrais da atração.

Eu voltei para a mesa do café tentando fingir normalidade, mas minha cabeça já estava no Largo do Arouche, em 1996, ouvindo plateia gargalhar enquanto o backstage pegava fogo. A fonte continuava falando, eu anotava tudo, mas Daniel Filho tinha acabado de provar uma coisa: tem programa que acaba, reprise que volta e treta que fica guardada só esperando alguém abrir a gaveta.

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