Eu tava em casa, no Cosme Velho, resolvendo três coisas ao mesmo tempo quando o telefone tocou. Do outro lado, Antônio Anselmo, da assessoria, direto ao ponto: Brasília vai ganhar de presente a galeria da Mostra de Imagem em Movimento, o tal MAPA, e a entrada é de graça. Eu larguei tudo pra anotar, porque arte de graça na capital federal é notícia que rende.
O projeto não nasceu ontem. É a primeira edição do MAPA, tocada pela OPACCA em parceria com a Vale, usando recursos de preservação da memória ferroviária, com força da ANTT por trás. A itinerância já passou colorindo fachadas históricas em São Luís e Belém, e agora fecha o ciclo em Brasília, bem no momento em que o país comemora meio século de videoarte. Coincidência bonita ou timing calculado, eu não vou dizer, mas funciona.

A partir de 9 de julho, quinta, às 18h, a badalação começa na Casa de Cultura da América Latina, perto da Praça dos Três Poderes. Curador, artista, cineasta e DJ tudo junto celebrando dez curtas de nomes como Rafa Cardozo, Bárbara Savannah, Juruna e Ícaro Matos, entre outros, exibidos em três galerias diferentes dentro do mesmo prédio. Já dá pra imaginar o feed de quem for lotando de story ainda na porta, com direito a quem vai postar selfie fingindo que entende de videomapping.


O que me deixou de orelha em pé foi saber que o diálogo inclui artista do Rio também, não só Maranhão e Pará. Uma pontinha carioca nesse mapa todo me deixa particularmente satisfeita, confesso.
Meu veredito, pra quem pergunta se vale sair de casa: sim, vale, e de graça ainda é melhor. Até 31 de julho, de segunda a sábado, das 10h às 19h, Brasília vira palco de uma arte que se move de verdade, e olha que eu não uso essa palavra à toa.