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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Videoarte brasileira invade Brasília em mostra gratuita e badalada

A capital vai receber de graça a galeria que já pintou fachadas históricas do Norte e Nordeste, com dez curtas-documentários e vernissage badalada dia 9. E olha que nem precisou de convite dourado pra entrar nessa festa.

Kátia Flávia

07/07/2026 15h30

A Mostra de Imagem em Movimento (MAPA) desembarca em Brasília com entrada gratuita e dez obras de artistas de diferentes regiões do país.- créditos estúdio estilingue (belém)

A Mostra de Imagem em Movimento (MAPA) desembarca em Brasília com entrada gratuita e dez obras de artistas de diferentes regiões do país.- créditos estúdio estilingue (belém)

Eu tava em casa, no Cosme Velho, resolvendo três coisas ao mesmo tempo quando o telefone tocou. Do outro lado, Antônio Anselmo, da assessoria, direto ao ponto: Brasília vai ganhar de presente a galeria da Mostra de Imagem em Movimento, o tal MAPA, e a entrada é de graça. Eu larguei tudo pra anotar, porque arte de graça na capital federal é notícia que rende.

O projeto não nasceu ontem. É a primeira edição do MAPA, tocada pela OPACCA em parceria com a Vale, usando recursos de preservação da memória ferroviária, com força da ANTT por trás. A itinerância já passou colorindo fachadas históricas em São Luís e Belém, e agora fecha o ciclo em Brasília, bem no momento em que o país comemora meio século de videoarte. Coincidência bonita ou timing calculado, eu não vou dizer, mas funciona.

Depois de passar por São Luís e Belém, o MAPA encerra sua itinerância em Brasília com vernissage no dia 9 de julho. - créditos estúdio estilingue (maranhão)
Depois de passar por São Luís e Belém, o MAPA encerra sua itinerância em Brasília com vernissage no dia 9 de julho. – créditos estúdio estilingue (maranhão)

A partir de 9 de julho, quinta, às 18h, a badalação começa na Casa de Cultura da América Latina, perto da Praça dos Três Poderes. Curador, artista, cineasta e DJ tudo junto celebrando dez curtas de nomes como Rafa Cardozo, Bárbara Savannah, Juruna e Ícaro Matos, entre outros, exibidos em três galerias diferentes dentro do mesmo prédio. Já dá pra imaginar o feed de quem for lotando de story ainda na porta, com direito a quem vai postar selfie fingindo que entende de videomapping.

O que me deixou de orelha em pé foi saber que o diálogo inclui artista do Rio também, não só Maranhão e Pará. Uma pontinha carioca nesse mapa todo me deixa particularmente satisfeita, confesso.

Meu veredito, pra quem pergunta se vale sair de casa: sim, vale, e de graça ainda é melhor. Até 31 de julho, de segunda a sábado, das 10h às 19h, Brasília vira palco de uma arte que se move de verdade, e olha que eu não uso essa palavra à toa.

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