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Kátia Flávia
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Vereador “Nivaldo da Batata” morre esmagado por uma tonelada de batata em SC

Empresário e político de Treze de Maio, Nivaldo Magagnin tinha completado 63 anos um dia antes do acidente de trabalho

Kátia Flávia

10/09/2026 10h00

Nivaldo Magagnin, vereador conhecido como Nivaldo da Batata

Nivaldo Magagnin, vereador conhecido como Nivaldo da Batata

O vereador Nivaldo Magagnin (MDB), conhecido como Nivaldo da Batata, morreu após ser atingido por uma carga de aproximadamente uma tonelada de batatas em Treze de Maio, no Sul de Santa Catarina. O acidente aconteceu enquanto ele trabalhava na empresa de comercialização e beneficiamento de tubérculos da qual era proprietário.

Eu guardei os pesos, devolvi a toalha ao armário e segui para o vestiário com aquela notícia que faz qualquer conversa perder a graça. Nivaldo tinha acabado de completar 63 anos no dia anterior. Vinte e quatro horas depois, a cidade onde ele era vereador amanheceu em luto.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a carga estava em uma saca do tipo big bag, suspensa a cerca de dois metros de altura. O cabo de aço que sustentava o material se rompeu, e Nivaldo teria sido prensado contra o chão.

Equipes de resgate foram acionadas, mas o vereador não resistiu. As circunstâncias do acidente e a causa exata da morte ainda serão investigadas pelas autoridades competentes.

Nivaldo era uma figura conhecida em Treze de Maio tanto pela atuação política quanto pelo trabalho ligado à batata, que acabou virando seu apelido público. A coincidência cruel entre a profissão, o apelido e o acidente torna a história ainda mais dolorosa para quem acompanhava sua trajetória.

Eu deixei a roupa de treino dobrada no banco do vestiário e fiquei pensando em como acidente de trabalho costuma virar apenas uma linha de notícia, quando por trás dela existe uma família, colegas, funcionários e uma cidade inteira tentando entender o que aconteceu.

A Prefeitura de Treze de Maio decretou luto oficial de três dias e publicou nota de solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade. A Câmara Municipal também lamentou a morte do parlamentar.

Eu entrei no banho com a água já correndo e deixei o celular no armário. Hoje, não era hora de correr contra cronômetro, aumentar carga ou achar graça em apelido. Era hora de respeitar uma vida interrompida de forma brutal.

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