Eu ainda estava processando o café da Piazza Mercantile quando o celular vibrou com Leandro Modé, diretor de Comunicação e Marca da Vale, me ligando direto de São Paulo para contar o que está vindo por aí no Rock in Rio 2026. Larguei o copo, peguei o bloco e fui anotando tudo.
A Vale fecha como patrocinadora principal do ECCO, espetáculo criado pela companhia britânica LightWire exclusivamente para a Cidade do Rock. A proposta une luz, som, tecnologia, corpo, aromas e natureza numa jornada imersiva em 360 graus que parte de uma tese bonita de verdade: a floresta é a origem primordial do som. Vento, água, raízes, fogo. Tudo isso vira música, arte e emoção na arena. A Vale ainda monta estande imersivo durante os dias de festival.


O contexto não é de enfeite. A empresa está presente na Amazônia há mais de quatro décadas, contribui para a proteção de cerca de 800 mil hectares de floresta em parceria com o ICMBio e, somando todas as áreas naturais protegidas no mundo, chega a aproximadamente 1 milhão de hectares, o equivalente a oito cidades do Rio de Janeiro. Em 2025, já havia patrocinado o Amazônia Live no Pará e marcado presença no The Town com um estande inspirado em vitória-régia gigante de 10 metros.
A leitura que faço daqui de Bari é que a Vale entendeu o que muita marca ainda não entendeu: festival de música não vende produto, vende pertencimento. Quando você assina um espetáculo que faz o público sentir a floresta, você não está vendendo minério, está construindo uma memória afetiva que nenhum comercial de televisão compra.
Rock in Rio, floresta amazônica e uma mineradora gigante transformando bioma em experiência sensorial na maior festa do Brasil. Se der certo, e eu acho que vai dar, o ECCO pode ser o momento em que o público de festival parou de ver a Vale como empresa e começou a vê-la como parte da cultura. Isso, minha gente, vale muito.