Fernando Haddad afirmou que Daniel Vorcaro pode não permanecer preso caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial. Em entrevista ao programa Política em Minutos, da LeoDias TV, o candidato ao governo de São Paulo disse acreditar que o caso do Banco Master pode “terminar em pizza”.
Eu parei numa esplanada da Avenida da Liberdade e pedi um café curto, porque depois de spa a pessoa precisa de paz. Mas Haddad resolveu servir uma dose dupla de política com conspiração, Ferrari, iate e pizza eleitoral. O homem não veio brincar de conversa morna, não.

“Eu sou capaz de apostar que o Vorcaro não fica na cadeia muito tempo. Vai terminar em pizza isso aí”, declarou Haddad. A fala foi feita ao comentar o escândalo envolvendo o Banco Master e as investigações que levaram à prisão do ex-banqueiro.
Segundo o petista, a manutenção de Vorcaro na cadeia seria importante para a recuperação dos recursos sob investigação. “Se o Vorcaro se mantiver preso, nós temos uma chance de recuperar esse dinheiro. São R$ 60 bilhões”, afirmou, antes de dizer que uma cifra desse tamanho não se gastaria “com Ferrari, iates e aviões”.
Eu mexi o café devagarinho, olhando para a Avenida toda bonita, e pensei: é muito chique Lisboa para uma fala tão atravessada de campanha. Haddad misturou um banco, paraísos fiscais, dinheiro desviado e uma previsão de soltura num só gole. Faltou só pedir guardanapo para a pizza anunciada.
O candidato também atacou Flávio Bolsonaro e o associou a acusações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Haddad afirmou que o senador seria um dos políticos que mais teriam recebido dinheiro de Vorcaro, sem apresentar documentos durante o trecho divulgado da entrevista.
“Ele gabaritou o Enem do crime”, disse Haddad sobre Flávio. A declaração ocorre em meio à reta final da disputa eleitoral e transforma o caso Banco Master em mais uma bomba dentro da campanha, agora com direito a previsão de cadeia, dinheiro e muito nome jogado no ventilador.

No material divulgado, não há resposta de Flávio Bolsonaro às falas de Haddad. Eu terminei meu café e mantive o celular virado para baixo, porque uma coisa é descansar depois da massagem; outra é tentar relaxar quando a política brasileira decide virar série policial na mesa ao lado.