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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Ullisses Campbell leva bastidores do true crime à Bienal

Jornalista participa de debate sobre narrativas reais e encontra leitores em duas sessões de autógrafos em São Paulo

Kátia Flávia

02/09/2026 12h00

Ullisses Campbell participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo com debate sobre não-ficção e duas sessões de autógrafos.

Ullisses Campbell participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo com debate sobre não-ficção e duas sessões de autógrafos.

Eu estava em casa, correndo contra o relógio e tentando caber uma vida inteira antes de uma tarde de reuniões, quando o celular tocou em chamada de vídeo. Na tela, ninguém menos que Ullisses Campbell, meu jornalista de true crime predileto do mundo. Parei tudo. Crime famoso, bastidor de livro e fofoca editorial têm prioridade nesta residência.

Ullisses está confirmado na programação da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital. O autor terá três encontros com o público entre sessões de autógrafos e uma conversa sobre os caminhos da não-ficção.

A primeira aparição será em 5 de setembro, sábado, às 19h, no Espaço Autógrafos 1. É o momento em que os leitores poderão encontrar o jornalista que transformou alguns dos crimes mais conhecidos do Brasil em livros-reportagem. Eu já imagino a fila, porque brasileiro pode até fugir de reunião, mas diante de um caso criminal contado com bastidor e documento ninguém arredonda a esquina.

No dia 7 de setembro, segunda-feira, às 14h, Ullisses participa da mesa “As narrativas da não-ficção”, no Skeelo Talks, localizado no estande B30. A conversa abordará a construção de histórias baseadas em acontecimentos reais, terreno que exige apuração, responsabilidade e uma organização quase cirúrgica de personagens, provas e versões.

No mesmo dia, às 16h, ele segue para uma nova sessão de autógrafos no estande J75 da Matrix Editora. Portanto, anotem corretamente para não protagonizarem aquele sofrimento literário de chegar quando o autor já fechou a caneta e foi embora.

Natural de Belém, no Pará, Ullisses Campbell soma 30 anos de jornalismo e acumula três Prêmios Esso de Reportagem e um Prêmio Embratel de Jornalismo. A experiência como repórter virou matéria-prima para livros que reconstruíram crimes capazes de dominar o noticiário e atravessar décadas no imaginário brasileiro.

Ele é autor de Tremembé, obra que inspirou a série do Prime Video e da qual também integrou a equipe de roteiristas. Seu catálogo inclui ainda Suzane: assassina e manipuladora, Elize Matsunaga: a mulher que esquartejou o marido, Flordelis: a pastora do diabo e Francisco de Assis: o Maníaco do Parque, publicados pela Matrix Editora.

Desliguei a chamada olhando para a agenda e concluí que Ullisses vai chegar à Bienal com mais compromissos do que muita diretoria em semana de fechamento. Pelo menos, no caso dele, o público finalmente descobrirá como uma investigação sai dos arquivos policiais, atravessa meses de apuração e termina nas livrarias sem transformar fato em fantasia.

Serviço

Ullisses Campbell na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

5 de setembro, sábado, às 19h
Sessão de autógrafos
Espaço Autógrafos 1

7 de setembro, segunda-feira, às 14h
Mesa “As narrativas da não-ficção”
Skeelo Talks, estande B30

7 de setembro, segunda-feira, às 16h
Sessão de autógrafos
Matrix Editora, estande J75

Bienal Internacional do Livro de São Paulo
De 4 a 13 de setembro de 2026
Distrito Anhembi, zona norte de São Paulo

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